MENSAGEM DO MENTOR CHRISTIAN REIS

 POR SEU FILHO ESPIRITUAL FICASEO

 

Certa vez um casal só idealizou ter um filho... E ficaram por meses,
buscando objetos, móveis caros, roupas das bordadeiras mais famosas...
Depois de algum tempo, os médicos da época confirmaram a noticia...
a noticia já esperada...havia no útero daquela mulher uma sementinha...
e ela haveria, certamente, de vir à vida.
Passaram-se nove meses, nove meses de encanto, nove meses ansiosos,
nove meses de alegria, nove meses de felicidade...
Por fim, em uma tarde de primavera, algumas flores sorriam.
 A luz se deu, e o pequeno nasceu...

Logo, foi entregue aos braços da mãe, de seus familiares, e de toda corte local.
Nascera ele, em que os homens chamavam, um berço-nobre.

Foi-lhe entregue tanto carinho, tanto amor, tanta dedicação, e os pais,
desde então, desde que ele engatinhava, já tratavam seu futuro
e já tinham, evidentemente, um objetivo maior, a realização, não talvez,
daqueles sonhos que poderiam vir a ter aquele pequeno, mas a realização
de seus próprios sonhos, para enfim, guardarem uma imagem da
cidade do futuro...

 

Quando o pequeno atingiu treze anos...

Certo dia, voltava ele em sua carruagem em direção a sua morada
e pode observar de longe que todo o povo local corria em direção
àquela morada, todos no desespero, com baldes de água na tentativa
de apagar o fogo que se alastrava por todo aquele castelo. O fogo...
Não só levou os móveis, as jóias, não só derrubou muralhas, que antes
pareciam ser tão sólidas, como também levou-lhe seu paizinho e sua
mãezinha. Ele sentou-se então num jardim, e seus olhozinhos frágeis,
de menino de treze anos, via que algo chamado “fogo”, de repente,
levava-lhe tudo aquilo que lhe cercava, que lhe amava. A seu lado,
no gramado, existia uma flor, uma flor singela, mas bela, ele
agarrou-se àquela flor e disse-lhe:

- Creio que de hora em diante, você será a minha única companheira...

 

Seus pais foram sepultados, ou o que o fogo deixou sobrar deles...
O resto de sua família, de maus feitores, interessados certamente nas
terras, e no resto que ficará tiraram tudo do pequeno. E ele, se viu forçado
a pedir pousada na cidade a um velho que mantinha e sobrevivia de
um estábulo. Ali, nos seus treze anos, começou a conhecer o outro lado,
o trabalho, a humildade, mas também encontrou naquele velho,
que não só lhe deu pousada, mas que lhe deu cama, que lhe deu carinho,
que lhe deu amor, certamente a esperança de que seus familiares
haviam errado, mas, de que mais adiante, haveria decerto dele ser feliz.

 

Sete anos se passaram... Já com vinte anos...

Começou o sorriso a surgir de novo em sua face, porque apesar
da simplicidade daquele velho ele havia lhe ensinado o essencial,
de que não haveria necessidade das roupas bordadas, nem o luxo
do castelo para que ele pudesse ser amado.

Certo dia acorda o jovem feliz e como sempre fazia, levava aquele senhor,
o pão e o café da manhã em seu aposento. Ao levar...Encontrou só o corpo,
o espírito já partira.

Mais uma vez, ele defrontava-se então, em seus vinte anos, com a
perda de alguém em quem ele aprenderá a amar e respeitar.

Correu ele aos campos, sentou-se em meio à mata e chorava
desesperadamente, como se a mesma criança dos trezes anos
tivesse, por alguns instantes, ressurgido em toda a sua lembrança,
mais uma vez ele olha do lado e lá existia outra florzinha, outra flor
estranha, colheu a flor nas mãos e disse-lhe:

- Agora sou eu, você, e aquela flor estranha, em que apanhei quando
tinha treze anos no desespero nos jardins de minha casa, e até hoje só
na água, nunca murchara, nunca morrera, ficara bela.

Quem sabe você não será companheira!?....E levou consigo a flor!...

Foram providenciados os funerais do velho senhor, lá, ele foi ao cemitério,
deu o último beijo, voltou para o estábulo, e quando se preparava...
A irmã do velho senhor bateu à porta e disse-lhe:

- Aonde vai? O rapaz disse-lhe então:

- Vou embora, não tenho mais casa ele partiu!?...

A mulher então, mostrou-lhe um papel e naquele papel, aquele velho
senhor lhe deixava aquele estábulo simples, e os poucos grãos que possuía.

Enfim, o rapaz ganhará uma morada.

 

Passaram-se mais dois anos, dois anos de solidão.

Até...e já com vinte e dois anos, conheceu ele Catarina.

Uma moça pura, prendada, boa, delicada, seus olhos eram da cor do
próprio céu, as suas palavras eram tão meigas, tão meigas, que
conseguiam fazer até com que os oceanos se acalmassem.

Apaixonou-se o rapaz, e levou Catarina ao altar, e transformou-a não
só em esposa, mas como em sua própria deusa, como em sua própria
rainha, como em sua própria essência de vida.

Vieram, comum dessa união, dois lindos filhos, gêmeos.

Tudo era encantador, enfim a felicidade, enfim alegria após vinte e dois anos.

O tempo se passara, chegara aquele homem, aos trinta e três anos e já
possuía a metade da vila, de propriedades, através de seu sacrifício,
através de seu trabalho, no sentido de sempre proporcionar a
Catarina o que havia de melhor.

 

Mas, havia algo em que aquele rapaz, agora já homem, não entendia...
Catarina todos os dias à tarde, pegava um barco, atravessava um
lago imenso e adentrava uma mata.

O que enfim, faria sua esposa todos os dias ao entardecer atravessando
aquele lago imenso?!... Certo dia, Catarina disse-lhe:

- Caro esposo, hoje, para onde vou, desejo levar nossos filhos.

Ele respondeu-lhe:
- Vai de novo atravessar aquele lago, afinal, o que fazes lá?...

Ela simplesmente mostrou-lhe um sorriso e não lhe deu resposta.

Pegou seus filhos pelas mãos e foi atravessar aquele lago.

Sem que houvesse explicações lógicas aquela embarcação naufragou.
Ela e seus dois filhos desapareceram e seus corpos nunca foram
encontrados. O rapaz chegou ao desespero...

 

Mais uma vez, porém agora a beira do lago, aquele homem chorava desesperadamente e pediu a resposta do porquê de tanta infelicidade.

Lá!...Fazia-se presente, também, mais uma daquelas flores estranhas,
ele colheu a flor e disse-lhe:

- Esta é a última vez que digo, agora serei só companheiro de vocês flores!...

Não quero mais nada! Não quero mais ninguém!...

Curtiu o homem essa dor e essa solidão durante três longos anos.

 

Certo dia...Já não se importando mais, já tendo perdido a maior
parte de seus bens, já tendo se entregado ao álcool ao vício, pensou:

“Ó!...Não me resta mais nada, quero partir desta terra ingrata!

Afinal, qual haveria de ser o motivo d´eu aqui  permanecer?!...”

O homem foi então à cozinha, procurou a maior de todas as facas,
fechou seus olhos, e, no momento, certamente, que a enfiaria em suas
entranhas, eis que alguém bate à porta. Ele parou por um instante...

“Deixe-me atender este!... É, afinal será o último!”...

Ao abrir a porta...Deparou-se aquele homem com um senhor de cabelos
longos, de barba branca, exprimia seriedade, amor e paternidade;
passando a ele uma paz que ele jamais sentira antes, então o senhor
indagou-lhe:

- Posso entrar?... ele disse-lhe: - Sim!

O homem sentou-se à mesa junto com aquele desesperado, e

ele abriu seu coração...Bem ao centro da mesa, estava lá, uma jarra e
as três flores. Então, O homem que bateu à porta indagou –lhe:

- Que flores são essas?

E, ele relatou como aquelas flores haviam por fim chegado até ele
e todas em momento de dor.

Aquele senhor sentado à mesa disse-lhe:

- Uma dessas flores representa certamente vosso pai e vossa mãe;
a outra flor, representa certamente os vossos filhos; e, a outra flor,
certamente representa o Espírito Santo e todos esses seres.
O desesperado então indagou-lhe:

- Quem sois vós!? É padre? É missionário?

O homem disse-lhe: - Sou mais que isto!

- Ora...Só haveria de ter um desejo agora, quero morrer...
Para ir onde está minha esposa, meus pais, meus filhos e aquele
velho senhor que conheci e, tão logo saias daqui, vou fazê-lo!

Então, o velho visitante, disse-lhe:

- Começais!... e antes que faças e que cometas este ato, eu faça
às confissões... Vá...E deite em vosso leito!...

Assim fez o desesperado deitou-se e sonhou.

Sonhou com um lugar lindo, cheio de flores, com aroma inigualável,
com uma paz transformadora, os próprios pássaros falavam,
os jardins eram magnânimos e os seres dotados só de pureza,

só de encanto...

Acordou ele assustado, e lá estava o velho senhor, ao lado de seu leito.
Que então perguntou:

- Com o que sonhara?...

Ele disse-lhe:

- Sonhei com o paraíso certamente. Que lugar seria aquele que sonhei?

E o senhor respondeu-lhe:

- Esse é o lugar onde estão aqueles que fizeram a sua parte na terra
vos aguardando no futuro. Porém, ainda tens muito a ser feito.
Esse lugar é uma das cidades em que são comandadas por aqueles que
são chamados de meus filhos.

Antes...Antes, que cometa teu último gesto, vamos comigo...
vamos atravessar enfim, aquele tal lago e, vamos lá ver do outro lado
do lago, saber enfim o que vossa querida esposa e que vosso pequeninos lá partiram...

O homem disse-lhe: - Muito bem, muito bem!...

 

Atravessaram o lago, para espanto de todos, lá encontram pobres,
estropiados e leprosos que eram esquecidos e escondidos pela comunidade
local, e eles, cultuavam aquela mulher e aquelas crianças, até mesmo
através de esculturas, porque eram, os únicos seres, até então, que haviam
fugido e lhes levavam comida, conforto e amor.

O velho senhor então...indagou-lhe:

- Vedes agora o que vossa esposa fazia?

Ele, em lágrimas, disse: - Sim...

Agora responda-me!...Indagou o velho senhor ao desesperado...

- Se partires como desejas, antes de tua hora, como ficarão essas pessoas?

Já sem tua esposa sofrem...Mas, quem sabe você haveria de amenizar
tudo, esse sofrimento desses seres!...

O homem disse:

- A minha vontade é de permanecer aqui mesmo, e oferecer-lhes todo
o meu amor, todo o meu carinho, é... talvez a felicidade seja essa!

Velho senhor, é minha vontade aqui permanecer por enquanto.
Vamos até o barco, voltarás então, sozinho...

O velho foi com o desesperado até a borda do lago e virando-se a ele,
disse-lhe:

- Eu não preciso de barco algum para atravessar este lago!...
Porque Eu sou o próprio dono das águas...
E o próprio Criador do Universo!...

Eu estive presente em todos os momentos de dor de tua existência
na presença daquelas três flores, que vos representaram vosso Pai
magnânimo, vossos filhos belíssimos e o Espírito Santo que todos eles
continham em seus corações!...

Aprendei a aguardar!...Acabai com a tarefa daquela que esta onde
sonhastes, e certamente, um dia não só lá estarás, mas quem sabe...

Serás um dos grandes ministros que lá estão!...

 

O homem, assustado...indagou:

- Quem sois vós?...

Aquele ser, então, virando-lhe as costas, dispensou o barco,

andou sobre as águas, e ao meio do lago... respondeu-lhe:...

- Eu Sou Deus!

 

* * * * *
 

Mentor Christian Reis

 Por autorização e outorga

Ficaseo

Em 21/01/06 de 15/07/95


* * * * *

 



 





Publicado: 06.04.2006
Última Atualização: 02.11.2006