01- CADA UM POR SI...

Princips

 

O “Cada um por si...”

Cobra preço desagregado,

Agoniza o homem de bem?...ou,

Agonia para o bem do homem?...

 

Sombria não é a faceta da palavra

Escura é a noite insone do que lavra

Lavrada não são as notícias dos fatos

Trabalhada é a vida-seca que foi regada

 

E brada a turba dum repente anunciado

E Chora a sem filho e a do filho cercado

A massa, tonta, roda ainda que espantada.

E, dos sem-sois disse-se organizados...

 

Exército caótico vai-se dos dois lados

Conta o bem e o turvo as artes do mal

E do mau o alimento em terra insossa

 

Cobra o preço o esquisito da turba

E a turba assiste

O “Cada um por si”...

 

 

02 -O GRITO QUE VEM DOS CÉUS

Paulo Nunes Junior

 

O homem se faz bicho

da fé toma distância

se esvai os valores morais,

agoniza o amor

 

Trevas tomam os corações

Noites são tomadas pelo sangue

escreve-se com a pena da violência

Faz-se da vida um desencanto

 

Homens de luz se recolhem

O choro da criança à beira da tumba

O pai desce à sepultura

A lágrima da dor se faz presente

 

Soldados das trevas avançam

A demência interior se faz presente

Agora será a luta entre o bem e o mal

O amor se prepara para última batalha

E o grito dos anjos ecoam dos céus

"Acordem enquanto há tempo"!

18/05/2006

Bertioga

 

 

03- VAMOS JUNTAR NOSSO GRITO!!!

SUELYDAM

 

O homem apregoa uma paz que não faz

joga bombas da ignorância

leva panfletos que não lê

ergue bandeira que não respeita

 

Faz guerra onde não existe

quer súplicas de joelhos

e quem tem fé melindrosa

cai em terra por medo

 

O plano espiritual pede socorro

deixemos de emanar vibrações ruins

isso alimenta a turba do mal

façamos diferente, oremos

 

Façamos dessa batalha vida

sejamos cordéis de paz e amor

vamos unir os elos da corrente

que clama vida e clama paz.

Que nosso grito una povos

que sejamos mensageiros do amor

SAMPA/19-06

 

04- A ALMA SUCUMBE

Naidaterra

 

Perdeu-se no dilúvio o ramo

de Oliveira e o verbo morreu.

Pois que desça o homem ás trevas

já que a alma sucumbe, não avança

não desperta

 

Que contemple o homem ser nada,

monstro, réptil rastejante e se perca

na imensidão de um deserto inabitado...

Que seu castigo seja a lembrança de

ter sido homem racional, lúcido...

 

Sucumbe a alma do homem em agonia,

esqueceu a palavra, o além do tempo e

o além do espaço eterno, troglodita...

Prefere o caminho mais curto (da carne)

a percorrer com dignidade as esferas,

fontes onde habitam nossos mistérios...

 

Pois que busquem os homens o ramo de

oliveira perdido, morto dentro de cada SER...

Que formem exércitos de suas folhas e que

usem como arma o verbo articulado...

Não há outra forma de vencer o mal (nós)...

E a alma sucumbe nas trevas

Ouçam...despertem...

 

 

05- UM CARMA COMUM

Auber Fioravante Junior

 

O homem se fez máquina diante das luzes

Nada pode mudar esta agregação

Infame que invade nossos olhares

Somos parte desta fria e crua energia

Fragmentando infantis sentimentos

Que tentam aflorar frente a esta realidade

Sem precedentes e falsas idolatrias.

 

Nada contém este bombardeio anti-social

É um carma comum dos novos textos

Somos peça deste imenso quebra cabeça

Que isola nossos sorrisos, seqüestrando

O belo olhar azulado e magia de se citar

Um conto infantil para o amanhecer

De um novo futuro.

O parreiral está florido

Resta-nos colher os frutos com dignidade!

Porto Alegre – RS

 

 

06 - HAVERÁ AMANHÃ

Milamarian

 

Mal insinuoso e ardiloso é teu nome,

o caos, lúbrico entre as sombras dos muros negros

alastrando teu veneno, ofídio peçonhento

ludibria e se arrasta deixando um rastro

vestígios de tuas escamas em sulcos sombrios

minando desprezivelmente a terra com teu fel.

Mas teu fim se aproxima, verme parasita

embrenhando em tuas próprias trevas

haverás de languescer em teus abismos

pois que o bem não tarda a despertar

abrirão os olhos, os homens de paz

lançando dardos de amor sobre teu ódio

e no dardejo das chispas

do teu próprio olhar envenenado

padecerás nas lanças da tua própria maldade.

 Japão 21.05.2006

 

 

07 - CLAREOU O DIA

Tek@ Nascimento

 

O caos estava instalado...

O olhar aturdido de todos,

nada se entendia, nada se falava!

 

A dor silenciosa das mulheres

O pavor dos homens

A tristeza das crianças!

Onde estamos?

Para onde vamos?

E agora....que será de nós?

 

Não podemos aceitar estas perguntas...

Sabemos sim, onde estamos....

e amamos onde estamos!

 

Não iremos a lugar algum....

Ficaremos aqui e nos uniremos

Num brado de amor e carinho

 

Seremos o que sempre fomos...

Um povo forte, amigo da paz....

Não permitiremos, que nos tirem isso....

 

Sabemos amar intensamente

Mas, lutaremos com a mesma intensidade

Para que esse caos, nunca mais se instale

 

Queremos Paz.....

Queremos amar e dar amor

Por favor, não nos tire esse direito !!!!!!

Lençóis Paulista-SP

 

08 - GRITO

Eneida L Lemos

 

Ouve-se um grito de dor...

Este grito é ensurdecedor.

Um grito profundo que vem da alma.

São mães aflitas que gritam,

Por seus filhos mortos...

Injustamente assassinados,

Covardemente desvaidos de suas vidas...

Filhos que são pães, maridos.

Que deixam órfãs suas famílias....

Expostos a agonia humana,

Em uma luta constante...

Entre o bem e o mal.

Armas expostas, a vida sem valor....

Não existe mais respeito,

Menos ainda,

Pela vida de um semelhante...

Amor.

Tudo perdeu o sentido...

Homens de bem clamam,

Uma sociedade por seus diretos grita...

Justiça!!!

Que este mal da terra,

Seja em sua raiz profundamente cortado.

Que a paz reine, que a impunidade se cale...

Atrás das grades,

Bandido seja verdadeiramente...

APRISIONADO.

SP - 20/05/06

 

 

09 - A COR DO MEU GRITO

Maria  Thereza Neves

 

Não importa quantas cores existirem

nem todos os arcos ires aparecerem

Vermelha é a cor do meu grito!

 

Do sangue que jorra

das lágrimas que escorrem

pelos oprimidos

sofridos!

 

Bebo um gole do meu reflexo

amargo

horrível

bebo a cor do meu grito

Vermelha é cor do meu grito!

Do sofrimento sem nome

com gosto de fel

que clama por fraternidade.

 

Tremula, encolhida

dentro do meu espanto

quero gritar

a única coisa que posso fazer é sangrar!

Vermelha é cor do meu grito!

 

Mastigo todas as imagens,

tento engolir todas as dores

mudar as cores

 

Sou palavras sem sentido

janela sem vidro

para que meu grito

seja por todos ouvidos.

Vermelha é cor do meu grito!

Juiz de Fora /26/05/2003- 14:36h

 

10 - VERDADE ABSTRATA

 Schyrlei Pinheiro

 

 Sem medo, sem dor, sem preço,

não se submete, não se verga

aos ventos intempestivos;

és força, razão evolutiva,

teu caminho é seguro, altivo,

encontrarás, no tempo certo,

o eco da honra, ao teu mérito.

O mal te fere, e a ti chama

de utopia,

mas, a coragem não veste a mesma fantasia

e ousa bradar por tua  valentia,

 a contra gosto do gosto da hipocrisia. 

Uno-me a ti, verdade abstrata, absoluta,

 estou em luta, sou guardiã, alerta da paz,

que não concebe o tanto faz,

vendo a lágrima rolar,

para lavar o sangue

do herói, morto em combate.

Fogo contra fogo, olho por olho,

justiça imune, não estás impune 

 à verdade absoluta,

que clama, no vento...Dignidade!

Rj 20 05 05

 

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