121 - EIS A QUESTÃO !
 Flor de Seda
 
A escola da vida é desde quando nascemos
Se ganhamos a luz é porque merecemos
Em poucos meses começamos a gatinhar
Para seguir a estrada que o mestre traçar
 
Todo dia é uma lição que devemos aprender
Enriquecendo o espírito com luz e o saber
Um dia chegaremos a uma prova final
E o certificado é celestial...
 
Ainda gatinhamos no conceito do professor
Mas ignoramos as aulas sem imaginar o valor
Tentamos correr e nem aprendemos a andar
A queda é fatal e começamos a nos lamentar
 
Mas ele está perto disposto a extender a mão
Prá cuidar das feridas e fixar nossos pés no chão
Quantas vezes insistimos a levantamos sózinhos
Repetindo as quedas nos mesmos caminhos
 
Se fomos criados do que há de mais puro
Prá quê insistir em correr no escuro
Se a lição ensinada é um degrau para a luz
Ninguém chega á Deus sem gatinhar a Jesus
 
Quem sabe foi ele que inseriu estas linhas
Fez as suas palavras através das minhas
E não deixa de ser uma nova lição
Quem faltou nesta aula...eis a questão !
 
122- BRASIL
 Armando Sousa

Brasil tu es enorme como nação
Deves pensar nas crianças com amor
Precisão de carinhos agasalhos e pão
Pensa Brasil na liberdade e igualdade de ter
Sei que precisas de trabalhar com ardor
Mais responsabilidade, menos prazer
Mas com igualdade haverá muito menos dor
As pontes que fazes para não trabalhar, tudo estás a encarecer
A festa e grande, alguém a tem de pagar
Então Brasileiro deixas as crianças com frio a chorar
Foguetes e samba não dá nada a comer
Assim deixas crianças de fome morrer
Tomas droga para não veres o que fazes e te esquecer
Mas e preciso dinheiro para as pagar
Não o tens, precisas de roubar e matar
Vosso pais e tão lindo, mas falta de educação
Os governantes apenas sabem como ter um mensalão
Todos iguais tanta criança a chorar
Choram com o pai na prisão
Tem de ir dormir ao relento e sem escola ou pão
Frágeis, vendem o corpo ou são violentadas
Depois se estendem pelo mundo, desgraçadas
Mas com seu Brasil no coração
Nada melhora, enquanto não se amarem como nação
Brasil, quando houver trabalho e escola
No brasil existe tudo, ninguém precisa de esmola

 
123- BRASIL INACABADO
 Delenir Almeida

 
Quando menina,
Ensinaram-me a
Amar uma Pátria Livre,democrática,
Onde todos poderiam
Igualmente demostrar
Os seus valores mais
Secretos ou idealizados!

  
Quando cresci,eu vi uma
Pátria assolada por uma
Guerra, da qual os guerreiros
Sequer sabiam pra quem ou Porquê lutavam!
 
Nesta guerra insana,perdi
Família,amigos,crianças
Que, como eu, sonharam
Com uma "Pátria amada e
Idolatrada",mas nunca
Subjugada!
 
Mais tarde,vivi uma
Revolução que tirou
De casa meu pai,
Desestruturou
Minha família,prendeu
Meus irmãos!
 
Vivi tempos de tumultos
E cadeias cheias de jovens,
Que sequer podiam expressar
Seus ideais,nem mesmo nas
Faculdades onde estudavam!
 
O preço da verdade,era a tortura!
Eu vi e vivi isso!Onde estão os
Valores tão decantados em prosa
E verso ?
 
Já nem mesmo conhecia o
Lado da verdade,ou qual seria
O lado da mentira, do escárnio,
Do suborno claro e declarado?
 
Onde está o meu País,"Pátria Amada,Salve,Salve"?
São homens desordenados
No poder,que sequer conhecem
Os limites do próprio poder!
 
São pessoas carentes,sem Destino ou pão,que gritam
Seu sofrimento em vão!
Cada um,cada vez mais,
Promete um apanhado
De mentiras gloriosas!
 
Onde está você, meu Brasil?
Onde está a luta do povo
Que trabalha,enquanto outros
Tiram-lhe o pão ?
 
Como ensinarei meus netos:
Amar, admirar ou trair esta "Pátria Mãe Gentil",que está
Sendo enganada,traída,ferida
Sem precisar rotular como "GUERRA", os açoites diários
E intermináveis ?
 Lutem,amem,resgatem o AMOR
AO SOLO PÁTRIO,hoje tão Ultrajado e tão desacreditado!
em 31/05/2006.
O brado pela liberdade...
124- FORÇA,  BRASIL
 Gilena Brasil

E nós, onde estaremos amanhã?
Andaremos sós, nesta luta por dias melhores?
Teremos ecos aos nossos clamores?
E nossos filhos, onde irão?
Com certeza, seremos livres...
Andaremos firmes e a vitória virá.
Certamente, haverá sabedoria.
Reinará o respeito...
Exerceremos a cidadania
e a paz retornará.
Viverá, perpetuamente,  o amor...
Meus descendentes estarão em paz.
Todos os esforços  não serão em vão,
porque nossas mãos estarão entrelaçadas
para elos fortes de amor, formar.
 Força, meu Brasil
 

125- BASTA!
Antonieta Elias Manzieri

 

Esgota-se a paciência, clamar a quem?

O desequilíbrio é total, cada um por si,

Lágrimas já não existem, o suor se esgotou,

Mas corre em nossas veias o desejo de justiça.

 

Findem esse espetáculo vexatório,

Não se ufanem, caiu o pano, esta é a hora,

Nosso solo é abençoado, o povo hospitaleiro,

Para tudo há um limite, temos memória!

 

Parem, parem enquanto é tempo,

Há um grito sufocado na garganta,

Medo do desconhecido, daquele que se oculta,

Sob a mascara da hipocrisia...

 

Não é isso que sonhamos, não aceitamos!

Não pensem que estamos em suas mãos,

A voz do povo tem força, cuidado!

Quem será que está sentado no barril de pólvora?

 

Ninguém segura um estouro da boiada,

Povo com fome e sem justiça fica enlouquecido.

É um perigo...

Não queremos chegar na hora do tudo, ou nada!

 

126- ONDE TUDO SE PERDEU

 Nadia@ Ruiva

 

Que saudade eu sinto

Dos velhos tempos...

Dos passeios pelas ruas, pelas praças

Da paz de ver crianças livres a brincar

A paz de sair a noite e respirar sem medo

O ar desta terra abençoada

Com tanta beleza...

 

Poder ouvir o cantar dos pássaros

Sem correr nenhum risco

Mas o que hoje escuto

São silenciosos olhares

Onde o medo tomou conta de tudo.

Onde a tristeza em ver tanta injustiça prevalecer

Onde o certo é o correto não tem direitos

Pior ainda e ver que aqueles que tanto mal fizeram

Têm mais direitos que nós.

 

Que tristeza presenciar esta inversão de valores

Que tristeza ver que quem tem o poder nas mãos

Não os usa para o bem de quem merece.

E este o exemplo que vamos deixar para nossos filhos?

Temos que ser fortes para ensinar certo

Com tantos errados bem sucedidos.

Estando na mídia diariamente

Em qual parte esses valores se perderam

E porque deixamos se perder?

 

Temos que dar um basta

E mostrar como somos fortes

Vamos nos unir em um só grito

De Paz, Amor, Respeito e dignidade.

Quem sabe, se unidos poderemos ser ouvidos.

PÁTRIA AMADA

 EM QUE ESPELHO PERDEU SUA FACE?

 
127- FAÇA AMOR , NÃO FAÇA A GUERRA!
Nair Assu
 
Frustrados  todos os brasileiros estão
Agora  lamentamos, os nossos sonhos em vão
Coragem devemos ter e seguir buscando uma solução
Afinal, se desistirmos de nossos sonhos, esqueceremos nossa Nação
 
Amigos, Brasileiros, com suas dores, e muitas decepções
Morrem crianças,velhos e muitos caídos e feridos pelo chão
Ontem ainda estas pobres criaturas, viviam com muita ilusão
Recordando  um tempo onde todos tinham voz e ação
 
Embora tantos homens, esqueçam, de olhar seu irmão
 
Não sentem culpa pois não possuem coração
Amar o teu próximo como a ti, eles nunca entenderão
Olhar com respeito, ao seu semelhante, pode indicar uma boa ação
 
Fujamos de pessoas, indignas de receber nossa mão
Atenderemos os desprovidos da sorte e à eles daremos pão
Choram muitos sentados no chão
Apavorados  observando tanta corrupção
Muitos acreditam que não haverá mais solução
 
Guardam seus sonhos, perderam a motivação
Um Brasil  motivado ao crescimento, com homens de visão
Embora tanto tempo já tenha passado, em vão
Recriar  um mundo novo só é possível com muita ação
Recursos, sabemos, que se for bem administrado será viável esta construção
Agora, resta, acreditar,  Deus é Brasileiro e sempre nos dá sua proteção
Finalizando:
Faça amor não faça guerra!
 
128 -  REALIDADE BRASILEIRA !

Masé Frota
 

Vi  enxadas;
Fouces carregadas , amparadas
em ombros cansados.

 Mãos calejadas...
Pele precocemente enrugada
sofrida no calor abrasador do Sol.

 Cavar a terra ; por certo semeará o sustento 
da família mesmo que...
Negociando seu suor em réis,em que
Ainda hoje;não tiveram outro valor
"....para mais..."
Legado este primordial, especialmente
para os que trabalham no sacrifício.

 Terras secas são pisoteadas e fertilizadas;
Por suas lágrimas derramadas

Desbravando a luta do querer ganhar
Constantemente a perder.
Seu corpo urge um descanso...sem direito  de escolha!!!

Sabe entretanto... que exatamente do seu esforço
Sobrevivem os que dele esperam;
Ansiosos para saciar a fome que chega e bate...

 Ate mais forte ainda ... em suas criancinhas,
que
só conhecem a canção do embalo,
na esperança dos que delas chegam
para amenizar as dores da inanição.

 ...Inanições advindas...
Dos desalmados governantes,
Desta Terra Rica e Abençoada Nação
Sofredora também de constantes transmutações.
Extremamente necessário faz-se renascer a Esperança!

Que cada substituição,seja por Lei seguida...
... !!! Qual Nada !!! ...
...Sempre tudo igual...
Nada Acontece!
Dói o corpo dos
que lutam!
Dói demais na alma dos Humanos...

129 -PAZ  EM PEDAÇOS
António Manuel Alves Morais

Como posso ter paz, se a Paz é algo Maior?
Posso um simples “Eu” construir um mundo Melhor?
A Paz (e não é a paz!) se constrói a partir de dentro,
Não se constrói se pensando que se é o centro!
Se tenho o coração apertado, a alma despedaçada
Como posso começar a caminhada?
Tento fazer as pazes comigo mesmo, olho para dentro de mim,
Me pergunto: por quê estou assim?

Descubro que sou egoísta!
Pergunto ao espelho, que reflete uma imagem materialista, por quê sou egoísta?
O espelho me diz: por que tu és comodista!
Olho pela janela do meu ser. O que vejo então?
Num é um ser humano… é uma abreviação!

Tenho nojo de mim! Tenho de ser sempre assim?
Olho agora pela janela…vejo um mendigo! Mais um sem abrigo,
Porque sofre ele tal castigo?
 

Não sou o culpado!
Tenho alguma culpa dele ser aleijado?
Como sou afortunado! O que diz meu espelho é infundado.
Sou um Homem (ou homem?) de bem! Faço tudo que em ensinaram:
Sou honesto (num deveria ser eu Honesto?)
Num protesto
(para que? O mundo é assim!)
Num criei a fome
(me lembro se o mendigo terá um nome!)
Num criei a guerra
(ainda bem…isso num há na minha terra!)
Muito menos a miséria
(esse é o castigo de gente que num é seria!)
Pateticamente em voz alta eu gritei: Nem a “doença” fui quem inventei!

Então, me diz o espelho de novo, por quê está assim?
Uma lágrima corre do meu rosto.
O mendigo me causa desgosto!
Me viro para o espelho e digo:
Que posso fazer?
O espelho parece se aborrecer: Será preciso dizer?
 
A lágrima vira pranto
Olho para mim com desencanto
Sou apenas um homem entretanto!
Mais uma vez tenho pena de mim mesmo
O espelho parece refletir uma luz negra
Minha imagem se desintegra
Que é isto? Fiquei sem imagem?
Um sinal de longe, muito longe me mostra uma paisagem:
Vejo campos sem vegetação,
Árvores secas, numa imensidão de devastação,
Campos vazios de vida como o meu coração.

Não tenho sequer paz…quanto mais posso ajudar a construir a Paz!
Ergo os olhos ao céu buscando uma resposta,
Outro sinal me mostra, aquilo que não queria ver: eu não quero é me aborrecer!

Mas estou mais que aborrecido!
(Diz o sinal: bom ter admitido!)
Meu “ser” está dolorido.

Olho de novo o mendigo,
Por quê sofreu ele tal castigo?
Resolvo ir ao seu encontro.
Seu cheiro é horrível!
Suas vestes miseráveis…
Sua ferida exposta me dá agonia!

 Mesmo assim, pergunto:
“O que posso fazer por si?”
Ele responde:“Me devolva a alegria!”

Com espanto, me vejo o ajudando a levantar,
“Tenha calma! Eu vou lhe ajudar!”
O tiro da calçada e tal como o samaritano da história,
Dedico aquela alma um pouco de mim:
Lavo o seu corpo,
Dou-lhe novas vestes,
Cuido das suas feridas.
“Está melhor assim?”
“Ah! Seu moço, eu queria um pouco mais… queria dignidade!
Assim eu podia sempre enfrentar qualquer adversidade!” 

Pela primeira vez na minha vida tinha feito um ato de bondade…
Poderia ele ser inserido na comunidade?
Volto para casa e olho no espelho: minha imagem voltou!
Decido não parar…muito mais pessoas ainda posso ajudar!
Descubro que a Paz se constrói com a Paz comigo mesmo.
A Paz se faz aos pedaços…
Com abraços,
Com sorrisos e atitudes abundantes
Com amor aos semelhantes!

 

130 - VEM TOMAR UMA POSIÇÃO

António Castel-Branco

 

Levanta os olhos do chão,

não fiques envergonhado,

assume uma posição,

não permaneças calado.

Usa o que tens mais à mão,

não sejas sempre adiado,

o amor ou outra emoção,

não olhes pró outro lado.

É nosso dever lutar

p'lo fraco, p'lo oprimido,

e gritar, denunciar

todo o facto já vivido.

E nesta nossa pátria devastada

por flagelos com ódio temperados

ergamos nossas vozes irritados

com quem faz desta vida uma tourada.

Sintra, 2/6/2006

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