131- PAZ

Ficaseo

 

O que desejo para o mundo

é encontrar a força do bem

que do suor semeiem vida

de cada pingo alimente amor

Eu não vim destruir a natureza

Só quero anuir à verdade...

Da sabedoria se extrai verdade

E a verdade está no amor...

Amigos do bem

O julgo não lhes detêm

A justiça de Deus provém

E o amor é o verdadeiro julgo

Clareie teus passos junto ao breu

Da luz que te ofereço no amor teu

 da paz vivente ante as guerras

Pois sem amor não há paz!...

132- GRITO????? SILÊNCIO?????

Bel Bezerra

 

Há um grito preso na garganta

Há tanto tempo enclausurado

Que se recusa a sair...

Há um silêncio estarrecido...

Silêncio que fala, que é um grito!!

Grito pessoal, social, cósmico, transcendental

Roubaram nossos sonhos e os do povo,

Nossas esperanças caíram por terra,

Como caem nossas matas,

Morrem nossos peixes, poluem nosso ar,

Corremos o risco de ficar sem água!!

Enganaram-nos... prometendo-nos,

Um mundo diferente, um mundo novo possível...

Disseram-nos, “pra não ter medo de ser feliz”!!

A cada quatro anos, as mesmas promessas...

Promessas vêm sempre, quando interessa...

Mas dessa vez tinha que ser diferente...

Vinte e cinco anos de luta, de sonho, de esperança

De formação política, ética, cidadã...

De mudança de lugar social, de simplicidade, rigidez...

De perder amigos, de encrencas familiares...

Aprendizes... ávidos, atentos, famintos, sedentos de justiça!!

Tinha chegado a hora, lutamos para acontecer!!

 E aconteceu... festa, comemoração, cabeça e coração estourando...

Mas durou pouco demais... o sonho foi se tornando pesadelo,

E dia a dia aparecia um escândalo... cada um pior que o outro...

Roubo sem igual.... cifras tão exorbitantes, que nem sou capaz de calcular...

O que pagamos arduamente em impostos,

Correspondentes a quatro meses de trabalho,

Desviados cínica, egoísta, criminosamente, em benefício próprio...

 Fome, miséria, educação, saúde, emprego, moradia, segurança,

Totalmente ignorados... situação caótica...

Não é à toa, que bandidos comuns, imitem os de colarinho branco,

Que circulam nas altas esferas do poder, livre, leve, soltos...

Protegidos pela impunidade, pelas CPIs, pela própria classe,

Por Tribunais e advogados, muito bem pagos...

 Do mesmo modo, a bandidagem continua muito livre,

Dirigindo o crime, de dentro das prisões, via celular...

Com todo tipo de mordomias...

PCC, Comando Vermelho, Esquadrões da Morte...

Enfrentam as polícias, delegacias, Bombeiros...

Param a maior cidade do país, numa verdadeira guerra civil...

Ônibus incendiados, balas perdidas, reféns, sangue, mortes...

Não apenas mortes, mas verdadeiras execuções...

Mocinhos e bandidos; ninguém mais sabe, quem é quem?

Grito???? Silêncio???????

Um grito parado no ar, preso na garganta!!

Tem que sair, porque não dá mais prá segurar,

Não dá mais prá ficar indiferente!!

A cidadania, a vergonha na cara impõem!!

Silêncio... estarrecido, de descrença, de decepção...

De quem roubaram a fé no homem, na vida, no mundo novo...

De quem tiraram teto e chão!!

133-  SENSIBILIDADES
Regina Vieira
    
 O mar enrola as areias
 Sob  nossos pés, se arrasta
 A tarde é de lua cheia
 esta tarde não me basta


 Quero mais, quero essa força
 que o mar enrosca aos pés
 são ventos baixos trazendo
 notícias de outras marés.


Vêm ondas violentas
Estão perto, então vem
Que eu sinta o mar, as areias
O oceano perto, além


 Mas que grande conquista!
 A natureza a nossos pés
    quebrando pensamentos
 deixando sonhos,
 a média rés


   Ah vida, se  mal pergunte
  em que me sobre curiosidade
  Que mais ainda queremos
   se temos, tanta imensidade!


   Queremos o impossível
    O tudo que o nada não dá
   Queremos decifrar o enigma
    O nosso tempo é  agora, já.!

   Correndo assim tão grande, solto
   Como estas ondas do mar! 

134-  A MAIS LONGA NOITE DO BRASIL

by Penhah Castro

 

Sem qualquer ponte sobre o abismo em que fomos lançados

Uma noite interminável caiu sobre o meu país...

Quando enganados por promessas vãs,

Confiamos no inconfiável!

Acreditamos no irremediável!

Colocamos nossa fé na idoneidade

de senhores corrompidos pela maldade...

Embarcamos em promessas de mudanças

Em um mundo a nós mostrado

que certamente seria mudado para um pior bem pior.....

Não mais se enxergava a alegria...

A esperança estava acuada...

Não mais se via o sorriso confiante das crianças,

Das pobres uma vida esperando pela caridade,

Das ricas a insegurança vibrando nesta nova realidade...

Desceu sobre o Brasil uma noite sem estrelas...

Tudo era encoberto por tristezas

de ver caindo tantos cavaleiros do apocalipse

Deixando um  país acéfalo onde a corrupção subiu ao trono

Encobrindo a sordidez de uma ignorância nunca no tempo assumida....

 

Onde está a lua cheia, brilhante e cintilante,

para trazer-nos a boa nova????

Da libertação dos grilhões da insegurança!

Onde estão as estrelas que guiaram os Reis Magos

para guiar em direção da honestidade

nossos representantes,

Para um Brasil que precisa renascer?

Onde estão os sonhos de uma liberdade verdadeira

sem camuflações, sem teatrinho, sem engodos?

É preciso das cinzas resgatar

O prazer de sempre ver tremular, na liberdade, no amor,
na segurança... A bandeira do nosso país...

O verde da esperança de ser feliz!

O amarelo do ouro merecido!

O azul que nos causa uma ternura infinita...

O branco que é a PAZ TOTAL!

A confiança de sair á rua livres de ataques de quadrilhas organizadas...
A vitória do bem sobre o mal!

Sem ameaças á nossa dignidade!

A confiança de colher o que arduamente plantamos...

Tornando esta subversão de valores inócua...

Uma hierarquia de valores respeitada...

Precisamos usar nosso direito-dever de votar

Com consciência, com vontade, com determinação...

Para nossa casa arrumar e, voltarmos a cantar:

O sol da nossa liberdade em raios de intensa luz...

Brilhou no céu da nossa pátria quando

Acordamos desta noite terrível e, novamente nos seduz...

 

 

135...DAS TREVAS ERGUE-SE A VOZ DO POETA

Carmen Ortiz Cristal

 

 

No deserto das palavras

Segue o cortejo dos esquecidos:

Os que não têm direito a educação

O desenvolver da palavra

dissiminar idéias...

Configura-se o abandono

Aos que falta saúde, dignidade...

Indiferença!...

Bens primários sepultados

Um teto que proteja das intempéries

Falta o pão, a fome é companheira,

Não há carpideira a lágrima é verdadeira

Não há sol, a terra é árida,

Os ventos sopram contrários

Favorável, a justiça caminha trôpega

As leis caducam na esquina da morte

O projétil, corpo que cai!

Mais um órfão sob o viaduto,

Miséria nas vias de fato,

Das riquezas nada se sabe

Ressoa a gargalhada dominante,

Burilando o ego da inconstância

Soberanos os chacais rondam a procissão

O banquete está sendo servido

Nas travessas das CPIs, com estilo

Abate-se a decência

Rejubila-se o desmando!...

Em taças bem servidas

Suor e sangue,

agoniza a esperança de um povo

O funeral em verde e amarelo

segue seu curso

Sobre a “Pátria amada, mãe gentil...”

Desce o braço da impunidade,

é tempo de dor...

No silêncio das palavras

Levanta-se guerreiro, valente escudeiro!...

Guia a procissão!...

Através dos tempos sua arma a pena

Em meio às trevas a voz que grita por justiça

Faz-se a luz do entendimento!...

A hora é agora,

há que levantar do berço esplendido

A rima chora, o verso lamenta...

O poeta diz: Basta, denuncie-se...

Acorda meu País,

vamos a luta se preciso for...

Por ti!... Por nós teus filhos,

Meu Brasil...

Abrem-se as comportas da alma

Fala a poesia!... “Cada um por si...”

Aqui!...Justifica-se a união...

 

Santo André

SP-BR

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