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131-SOLIDÃO 135-Solidão
Ligi@Tomarchio® No afã dos deveres cumpridos esquecemos nossos semelhantes como se antes não existissem: sinal de tempos conturbados. Perturbados humanos sem direção onde um vão arrebata seu coração por milhares de pessoas esbarram: solidão do mundo. Rachados ao meio seus sentimentos alimentam seus lares e contas bancárias esquecendo sua importante missão: amar ao próximo como a si mesmo. Amor ausente nos corações duros perdidos na multidão do mundo o correr do tempo dirá: não estamos sós... Ligi@Tomarchio® São Paulo - SP http://paginas.terra.com.br/arte/ligiatomarchio/
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136-SOLIDÃO
Procuro a solidão
Esta cabeça parece rebentar De tanta emoção tanto pensar Porque a vida é sofrida E mesmo se a quero colorida Parto os pincéis na raiva desmedida Procuro a solidão Para me encontrar E do hospício me livrar Pois não encontro solução No seio dos homens E a cidade é tão abrupta Simples amálgama de desejos Cada rua é uma linha indiscreta Directa ao meu devaneio Suplica-me um verso Mas estou cansado e cheio De pedidos e exigências Procuro a solidão A minha solidão Aquela que me dê a paz E para isso procuro O rio na montanha Lá deve haver solidão Deve ter analgésico Para esta dor que me consome E no pico mais alto Onde habitará a paz Sob o sol impiedoso Sento-me e fecho os olhos Aguardo a solidão Esse sentimento que me esvazie Que me deixe como saco plástico Sem compras Fútil, inútil, usado Mas a longa espera Não me dá a solidão Pois mesmo com os olhos fechados E tentando não escutar o som Do condor que me grita E do vento que me ralha na pele Subindo pelo vale profundo Vislumbro a conclusão Quem pode encontrar a solidão Se em si germina ainda (o) um mundo! © Luís Monteiro da Cunha
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137-Solidão Sinto-me hoje desgarrada em busca talvez de um nada Algo que faça fugir a solidão Talvez uma torrente que me abrace E surja de encontro a minha imensidão . Se pelos mares que navego Pelas arestas que espreito Vejo somente ao largo o teu coração E fujo das lembranças que afligem minha alma, caindo de volta na solidão .... Amplexo do meu ser se desatina Mergulha em mim fazendo sobressair a menina Oculta na escuridão vencendo assim a rotina De mulher superior e forte, mas sem rumo ou norte! Abraça-me forte! Guia-me pelos caminhos que perdi O olhar se desvaneceu, se perdeu A luz se apagou no fundo do abismo . Deixa-me embalar memórias Acalentar sonhos de outrora Da terra do nunca achada E pelas estradas da vida desviada ... Terra onde nosso amor aconteceu! Wanda Ayala ******
138-Porto da
Solidão
Onde estará o
rei sol...
Escondido no horizonte Não veio dar-me um bom dia Tão pouco uma boa tarde... Quiçá algum feiticeiro Confinou-o numa grade Apagando sem clemência O seu brilho, e a claridade... Onde estará a lua cheia Que no céu já não flutua Creio que brigou com a noite... Ao mostrar-se fria e nua De certo, pôs-se a minguar... E caiu nas águas do mar E perdeu-se no oceano Onde não se pode encontrar Levando consigo as ondas... Do meu mar, meu doce mar E lá ficaram em silêncio Nas rochas a se entoucar Revoltada a fina areia Resolveu-as expulsar... Onde estará a leve brisa Que já não vem me afagar Deixou presos meus cabelos Já não podem esvoaçar... Onde estarão os passarinhos Não os vejo mais voar Abandonaram os seus ninhos Nas árvores do meu pomar Já não ouço mais o canto Do meu meigo sabiá... As flores perderam as cores Seus olores, seus encantos Murcharam de tanta dor Despedaçadas em prantos Os rios mudaram o curso... Já não correm para o mar Os mangues estão morrendo Sem água para os regar Que triste desilusão Perdi enfim o meu chão... Navego em outro planeta Distante da multidão Num antro frio e sombrio Sem alma e sem coração Por conta de um só destino O porto da solidão... Pequenina
20/07 Região dos Lagos - RJ ******
139-SOLIDÃO
HOJE ME SINTO
SÓ
COMO UM NAVIO ABANDONADO EM UM ESTALEIRO, AO ESQUECIMENTO. E PERGUNTO AO VENTO: -- PORQUE NA VIDA ESTOU TÃO SÓ?... HOJE, EM MEIO
AS MATAS E O MAR
ENTRE FLORES E PÁSSAROS O VENTO AS VEZES ME CONTA QUE NINGUÉM SOFRE POR SOFRER MAS DISSE TAMBÉM, PASSADO É PASSADO E QUE ÁGUAS PASSADAS NÃO MOVEM MOINHOS. PORQUE NESTE
MOMENTO ME SINTO TÃO SÒZINHA,
ENTRE PENSAMENTOS E O DESTINO DE QUEM VIVE POR VIVER?... ME DISSE
TAMBÉM, PARA NÃO CHORAR
POR NÃO VER O SOL, POR QUE AS LÁGRIMAS ME IMPEDIRAM DE VER AS ESTRELAS. MAS COMO POSSO SER IMPEDIDA DE VER AS ESTRELAS, SE NEM O DIREITO DE CHORAR EU TENHO?... ME DISSE TAMBÉM
PARA SER FORTE,
POIS DE QUEDAS E OBSTÁCULOS, TAMBÉM É CONSTITUÍDA A VIDA. MAS COMO CURAR UMA FERIDA QUE SE ALOJOU DENTRO DO PEITO, ME FAZENDO TANTO SOFRER?... PORQUE ME INCLINAR DIANTE DE TUDO ME FAZENDO DE PRIMITIVA, POIS NESSE MUNDO, TENHO POUCA RAZÃO DE VIVER?... Hellenice
Soares ( Angelnice )
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140-NA CALADA DA NOITE!
José Geraldo Martinez Meu amor, na
calada da noite,
quando rompem os meus muros, tu vens como vendaval em meu quarto escuro. Derrubando quantas lembranças no temporal ! E teus beijos passam por mim feito enxurradas . Eu que mal tive no desabafo minh'alma lavada . Onde tu mal me esfriaste os braços nesta madrugada ! Passas por mim torrente como as águas de um rio ! Passas por mim ausente ... deste leito frio . Sou um ribeirinho . Um náufrago em meus lençóis de linho ... Tu és um vendaval gigante que me leva em teu rodamoinho. como um cisco ao vento . Leva a mim apenas em teu caminho... junto com os meus lamentos . Leva a mim no tempo que passa ! És pedra na vidraça ... Que me expõe por inteiro ! A qualquer sorte desta dor ... sou prisioneiro . Na calada da noite ... Calo-me ! Vejo passar do nosso amor as páginas ... Na calada da noite , calo-me ! Deixo falar por mim as lágrimas ... ******
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