(en Ingles)
161-Loneliness and Love
(Analís Bernacchi 1994)
 
Nobody to share the room with,
Laces, pillows, soft silk sheets
Pictures portraying heavens of deepest blue
Again, nobody to say a word to.
 
Loneliness and love, I thought
Could never share the same heart…
How blind and fool one can be:
Loneliness and love have never come apart…
 
And while loneliness only disguised itself
Behind illusions of eternal love
The sheer love has never existed
Though the mask for nme seemed enough
 
Yet now, when the mask is gone,
And to share my love there’s no-one,
And no-one is here to share my loneliness,
 
I realise the tough, harsh truth:
Love can always go, the way it pleases,
But loneliness is still there: painful, cruel……….
 
 
(em Português)
Solidão e Amor
(Analís - l994)
 
Ninguém com quem dividir o quarto,
Laços de fita, travesseiros, lençóis de seda
Fotos mostrando o azul mais intenso…
Mas, de novo, ninguém com quem falar
 
Solidão e amor, eu achava,
Nao podiam nunca dividir o mesmo coração…
Quão cega e estúpida a gente pode ser:
Solidão e amor: nunca se separaram
 
E enquanto a solidão apenas se disfarçava
Atrás de ilusões de amor eterno,
O verdadeiro amor, nunca existiu…
Mas a “máscara” para mim, bastava…
 
Apenas agora, quando a máscara caiu,
E pra dividir meu amor não há ninguem.,
E não há ninguém pra dividir minha solidão.
 
É que eu me dou conta da dura realidade:
O amor vem e vai, conforme lhe agrada….
Mas a solidão fica, dolorosa… cruel….
 
 
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162-A SOLIDÃO
(Eron)
 
A solidão sempre me deixa assim,
sentindo a falta de tua companhia!
Antigamente era somente à noite,
percebo agora que me assedia
a qualquer momento...
 o dia todo...
 todo dia!
A solidão é fase que me arrepia...
fantasmagoricamente está presente!
E seu espectro meu espírito sente...
 Me rodeando me abate... e me silencia!
 
Covardemente a saudade me machuca,
e as lembranças em enxurradas vêm!
Pontificam aquelas que a ela convém,
e carinhosamente beijam minha nuca!
 
Concluo, assim...
Que era melhor que estivesses aqui,
Reinando absoluta em  tua intransigência...
Do que ficar sozinho e entristecido
lamentando, infeliz, a tua ausência!
 
 
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163-Solidão...
© Marilena Trujillo
 
Me entrego à solidão e ao silêncio...
Fecho os olhos... e vejo suas mãos...
Elas me acariciam, tocam meu rosto.
Vertiginosamente acelera meu coração.
 
Há querido meu, que triste é a distância!
Choro desconsolada como uma criança,
Você não está, estou imensamente só...
Soluçando... enquanto a noite avança...
 
Não... não posso mais ficar sozinha,
Deus... tenha pena de mim por favor...
Meu peito já não suporta tanta saudade,
É muito castigo para o nosso amor!...
 
Solidão que leva meu sorriso, a esperança,
Leva minha coragem, minha fé, minha vida...
Deixando meu corpo inerte como a morte...
- Vá embora solidão cruel... homicida!...
 
Nosso amor vencerá a distância, o temor...
Sairá triunfante de toda essa desdita...
Seremos uma só alma... os dois... um só ...
Juntos para sempre, nessa afeição bendita!
 
© Mary Trujillo
24.07.2006
 
 
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164-Que benefício me traz a minha solidão?
S.Bernardelli
 
Que benefício me traz a minha solidão?
No silêncio e na tranqüilidade do aconchego do meu lar que consigo poetar.
É nesse silêncio que posso sonhar, imaginar vivendo um amor e aprendendo a amar.
É na solitária manhã vem o pássaro dentro do meu peito o seu canto alegre vibrar,
 Misturado com o perfume das flores e com  o  belo bailar do mar.
 
Estar só é estar em contato com o meu eu interior,
Descobrir a cada instante que posso ser somente paz...
Somente amor.
 
Faço da minha solidão o meu modo diferente de viver...
Sem estar presa e nem aprisionar, estar livre como um pássaro
alçar vôos e no espaço me aventurar...
Amar a quem quer ser amado sem pedir, sem implorar...
 
Sozinha na minha solidão eu viajo sem precisar sair de onde estou...
Aprendo viver comigo mesma, me conhecer, me compreender e me aceitar como eu sou.
 
A solidão é a escola do gênio a mãe da sabedoria...
 Com ela se descobre a verdadeira essência da vida,
A  felicidade escondida,a alegria que julgava estar perdida...
 
Solidão...
Confidente das mágoas, asas robustas da alma...
É o alívio da morte sofrida...
É o conforto da paixão que findou –se e
 Revelou-se desmerecida.
 
Caraguatatuba/SP
03/12/2005
 
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165-! SOLIDÃO !
MaséFrota
 
Silencio horas sem fim ...    Madrugada afora
Acaricio em querências ,   cantigas d´outrora
Solfejo cantando,  meus amores em luaradas,
Mimando  dores ...  com saudades prateadas.
 
Descubro motivos ...  Cerco-me em desalentos
Reciclando meus rumos,  voo em pensamentos
Pequenos toques em alvo , abnegarei a  Solidão
Inauditas forças , sorverei o sabor da desilusão.
 
Cultivando idéias ...    Vejo em cores minha utopia
Encontro outros caminhos...   Flutuo em fantasia,
Determino com afinco o final da minha tristeza;
Renascendo em brumas ... desvendarei a incerteza.
 
Fatalmente ...    Enxertarei outras tantas quimeras,
Proibirei delongas ;    Para advir outras primaveras
Dominarei silenciosamente  meus erros e tropeços,
Encontrando no prazer,  devidamente meus acertos.
 
MariaJoséCaminhadaFrota
Fortaleza-CE
2006-07-24
 
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166-Solidão
Iracema Zanetti
 
Ah solidão que me torna um nada...
 Destrói minha alegria...  E os meus sonhos matas!
Solidão que me deprime nas frias madrugadas
 Onde o calor do teu corpo evola como fumaça.
 
Ah solidão que de mim não se afasta, corrói-me a alma...
 Ri de minha desgraça ao ver o rolar de minhas lágrimas...
Sei que ao me levantar deste caos voltarei ser a poeta
Que compunha odes aos anjos de luz!
 
Ah solidão sem sentimentos...
 Sem olhos para ver meu sofrimento...
Sem ouvidos para ouvir minha voz e meus lamentos aos ventos...
Ao lhe contar todo o mal que lançaste contra mim!
 
Ah solidão... De mim te apartes...
 Não tentes se aproximar desta poeta apaixonada...
Mente transformada em mágoas
Alma ferida em busca de meus sonhos
Doce encantamento em forma de canção
Longe da vida que vibra em meu corpo
Longe de minhas rimas e de meus versos de amor...!
 
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167-SOLIDÃO DA VELA
Sílvia Araújo Motta
 
Em triste tarde
só a vela arde,
crepita e chora
por quem foi embora.
 
A vela tenta
e experimenta
iluminar
e até dançar...
 
O amor não volta,
mas não revolta...
Recorre à prece,
e não padece.
 
Não quer sofrer!
Para vencer...
vive no altar
a  iluminar.
 
Belo Horizonte-MG-Brasil,
24 de julho de 2006.
silumotta@hotmail.com
 
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168-A SOLIDÃO E O POETA
 
Na solidão, o poeta
tem a companhia
das estrelas,
quando a noite
encontra uma poesia,
recitada pelos
cometas...
 
A solidão sem o poeta,
não escutaria a sinfonia
dos pássaros,
e nem sentiria
saudade do mar,
batendo no rochedo
dos sonhos...
 
A solidão do poeta
é uma ilha cercada
de papeis, esperando
a visita de sua
inspiração...
 
Poeta sua solidão
é um patrimônio
da humanidade,
quando estas só
o mundo conhece
o caminho da paz...
 
Poeta, sua poesia
foi eleita a maravilha
do mundo,
pelos seres angelicais,
sua arte nasceu
junto com a criação...
 
A solidão e o poeta
é a união da fé com
a paz, onde seus
poemas anunciam
o amor, quando
a sua solidão,
em delírio, proclama
o direito a vida...
 
Rogério Miranda poeta da paz
 
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169-A Solidão Das Coisas
Raymundo Silveira 
 
A última vez que entrei na casa onde nasci foi poucos minutos antes de me mudar para outra. E ela chorava.  Tinha dez anos e nunca havíamos nos separado. Mas naquele tempo eu ainda não sabia por quê. Faz mais ou menos dez anos que a vi pela última vez. Somente por fora. Então, nós dois choramos de saudades. Ficava numa esquina. Tinha um pé-direito alto, uma calçada em declive e duas enormes pedras servindo de batentes ou de degraus. Como disse, foi há mais ou menos dez anos. Mas a parte interna, que só vi pela última vez quando eu tinha dez anos, está tão presente na minha lembrança quanto a calçada. O quarto onde nasci, onde dormi, a sala de jantar a de brincar e, principalmente, a enorme cumeeira de caule de carnaubeira da qual eu tinha medo porque diziam que era por ali que entravam os fantasmas. Com efeito, entraram em mim multidões de fantasmas ao longo da vida. Mas nenhum deles, pelo teto da casa.
 
Faz muito tempo que não vejo a casa onde cresci. Ou melhor, que não a olho. Porque, na verdade, vejo todos os dias. Principalmente, o cajueiro carregado de maturis e, mais tarde, de frutos maduros, rubros, suculentos, enormes, aos quais faço sem querer uma livre associação com os corações das pessoas que lá moravam comigo. Era uma construção mais moderna do que a outra. Havia uma grande área frontal onde crescia um misto de jardim e de pomar. As ateiras se misturando com as roseiras. Os troncos das outras árvores frutíferas, serpenteados de trepadeiras. Se um dia ainda fosse visitar a casa onde cresci, não tenho dúvida de que ambos choraríamos de saudades.
 
Durante a época de estudante, morei em diversas casas. Humildes. Quase todas situadas nos subúrbios. E, de vez em quando, as vejo fisicamente. Morei muito pouco tempo em cada uma. Mas nunca deixo de sentir uma certa melancolia quando as encontro.
 
Faz também mais ou menos dez anos desde que vi pela última vez a casa onde morei ao me casar. Diante de todas as outras anteriores pode-se dizer que era uma mansão. Foi lá onde nasceram  as minhas filhas. Onde morei durante vinte anos Onde vi muitas coisas importantes acontecerem. Havia sido adquirida pelo Sistema Financeiro da Habitação, mas, mesmo assim, fazia-me sentir um marajá, tendo em vista os tugúrios onde morei antes.
 
Durante os Natais, cada aposento resplandecia de luminosidade multicor e um luxuriante jardim exibia um pinheiro desempenhando o papel de árvore de Natal. A vegetação era densa. Exuberavam samambaias e outras espécies ornamentais. O chão alcatifado de relva úmida e verdejante era convite para um repouso na mais completa comunhão com a natureza. Costumava me embalar numa rede macia. Comparava experiências recentes de um passado muito pobre que fora a vida de estudante, com todo aquele conforto. O contraste, longe de deprimir, me enchia de orgulho e de prazer. “Venci”, pensava maravilhado. “Superei obstáculos que pouquíssimas pessoas na vida lograram superar”.
 
A casa onde hoje habito, na qual entro e saio diariamente em posição vertical, até chegar o dia em que dela sairei pela última vez, em posição horizontal, parece comum. Parece ter tudo para não motivar nenhuma emoção. Parece. Porque, na verdade, já sinto saudades dela por antecipação.
 
É estranho, mas toda vez que olho, penso, contemplo cada uma destas casas, acho que se parecem comigo. Sinto como se somente eu tivesse morado ali. Experimento uma nítida impressão de que se lembram de mim do mesmo modo como me lembro delas. Tenho a sensação de que todas sentem exatamente o que sinto. Eu, a saudade e a solidão dos homens. Elas, a saudade e a solidão das coisas.
 
 
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170-SOLIDÃO
  
SABOR ACRE QUE INVADE A ALMA E NOS TIRA A CALMA.
INDUZINDO O  TORPOR DA ALMA
HÁ SE A SOLIDÃO BATESSE EM MINHA PORTA EU BEM
DIRIA VÁ TE EMBORA, SEGUE TEU CAMINHO SOLITÁRIO
E CARREGA CONTIGO TODAS AS HORAS SOLITÁRIAS
SOLIDÃO NÃO PODEMOS ACEITÁ-LA E VIVENCIÁ-LA
POIS O AMOR VIRA SAUDÁ-LA.
E TRANSBORDANDO SEU CORAÇÃO IRÁ TOMAR
PARA QUE A PALAVRA SOLIDÃO
NÃO SE SINTA SOLITÁRIA.
 
Luciana Pinheiro
24/Julho/06
 
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