11-SOLIDÃO!!!

Celina Miranda.

 

Às vezes fico pensando,

 

o que me leva a sentir tanta solidão.

Se no imo d'alma tenho,

uma pedra ou coração...

 

Se o amor que sinto agora,

de tamanho aumentar,

Meu coração pequenino,

creio que vai estourar...

 

Oh vento tu que embalas,

a relva e as flores do chão.

Vem correndo,

vem ninar meu coração

 

Agora sai de mansinho,

corre, corre a cantar.

Mas canta bem baixinho,

para ninguém acordar...

 

By.Celina Miranda.
28/06/2005. 
SC.
 
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12-SOLIDÃO...
Milamarian
 
Lúgubre masmorra que me encerra
das paredes o negrume que me invade
arrasta-me na fria e sombria terra
açoitando-me a alma sem piedade.
 
É negro rastro dentro do peito
vácuo na escuridão das sendas
é serpe deitada em meu frio leito
cegando-me em negra venda.
 
É dardo de angústia que me atormenta
nas penumbras, sombra que me persegue
nos vazios da alma, é cruel tormenta.
 
No corpo rastejante faz o meu anverso
é mácula cinzenta na minha alma entregue
em negro sangue o derrame deste verso.
 
Japão
17:35
12.07.2006
 
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13-SOLIDÃO
 
A solidão é amarga,
Arranha, fere, assusta,
A solidão é bruta.
É necessária, é inocente,
Corta, sangra, chora,
A solidão é sem hora,
Oposto de sempre,
Subtrai, não sai, aderente,
A solidão sopra no cais,
Quintais, ritmo ausente.
A solidão é hemorragia,
Embriaga, é saga, chaga
Sina, paga, é lágrima,
A solidão mora nas casas,
Vazias, vadias, companhia
Da amargura, a solidão é pura.
Desfaz os encantos, rasga a magia,
Cala os cantos, move o pranto,
O acalanto, o movimento santo,
Insano, ao léu, inebria,
A solidão faz o poeta,
O poeta desfaz-se em poesia.
 
Tonho França.
 
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14-SOLIDÃO
 
De você, amiga, não quero ser não
machucas magoas e corrói,
faz chorar, envelhecer, entristecer
tiras alegria, a vontade, a vida,
não és companheira, nem companhia
és interesseira, egocêntrica, dolorida,
solitária e infeliz,não sendo só eu que o diz,
de você quero distância, vou sorrir
dançar, correr, abrir os braços e voar,
no meu coração quero ter a paz
e você nele.. jaz.
 
Paty Essinger
 
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15-infinito deserto...
Maria Thereza Neves
 
ainda deserta de mim
ainda tão, tão longe de mim
ainda bem distante de todas as galáxias
ainda perdida no espaço-vácuo
mesmo assim, vou tentando ,inventando sombras
 entrelaçando, tecendo mil oásis
desmontando, quebrando o sol
suavizando meu chão
cantando os ventos, soprando folhas
tentando desvendar os arquivos do céu
ainda que nada mais consiga entender, escrever
ainda assim, continuarei o meu caminho
sem nunca desistir
mesmo que seja infinito o meu deserto!
 
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16-SOLIDÃO
Renate Emanuele
 
Entre sombras e luzes da sala espelhada
Envolvida nos pensamentos muito loucos
As virtudes e os pudores agora tão poucos
Entre espasmos e arrepios da pele molhada
 
Os momentos alternados de sentimentos
Pelos brutos desejos que meu corpo pede
Relembrando lindos e ardentes momentos
Compartilhando meu corpo enlaçado ao dele
 
E quando estes meus sentimentos se confundem
Obscura, como que embebida a alma com vinho
Me afago no prazer, já me entrego ao carinho
Desejos cálidos, nesse instante se fundem
 
E desprovida dos panos neste meu leito
Com a saudade por fustigar meu coração
Com a insônia por companheira da solidão
Então flamante, me toco de qualquer jeito
 
 
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17-SOLIDÃO
Daniel Cristal
 
Nunca estou só, amigo, nunca mesmo!
Quando reactivo, fico no casulo,
na crisálida onde me anulo,
e aguardo a mariposa, vinda a esmo.
 
Ela termina cedo ou mais tarde,
e chega a inspiração ou a utopia
nessa metamorfose da harmonia,
e, num mundo de surdos, faz alarde...
 
Há por aí a surdez de quem não escuta,
e só se ouve a si - palavra oca!
Extrai-lhe da cabeça a sua boca!
 
Pois, na passiva sigo a batuta
que me enche do som que me inebria
e até a solidão me extasia.
 
13.07.2006
 
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18-PERGUNTÂNSIAS
Luiz Poeta ( sbacem-rj ) – Luiz Gilberto de Barros
Às 10 h e 2 min do dia 9 de março de 2006 do Rio de Janeiro
 
Tu tens tantas perguntas... quem te escuta ?
Quem pode responder aos teus apelos?
O olhar sonda os mistérios de uma gruta,
A mão não solta a linha do novelo.
 
O teu segredo temes escondê-lo
Na areia vã do teu próprio deserto;
Se o sonho se transforma em pesadelo,
Tu tentas refazer o rumo certo.
 
Tu tens tantas respostas sem sentido;
Enganos, desenganos, desencantos;
Um coração que vive distraído,
Mirando os rios feitos do teu pranto.
 
Tu tens a idéia certa, o itinerário,
Mas temes tropeçar na pedra dura;
A dor da solidão não marca horário
Mas é no teu amor que a dor se cura.
 
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19-SOLIDÃO
 
Tento em vão esquecer
o amor perfeito, ora desfeito...
Meu sangue foi pelo seu envenenado
e pulsa em minhas veias alucinado.
As lembranças sempre presentes
ressentem sua ausência.
Nestes sombrios dias
sua imagem querida
acariciam os sonhos abandonados
e aumentam a ferida.
Meu corpo impregnado pelo seu cheiro
entrega-se ao tempo,
em busca de esquecimento.
A alma em desatino chora,
uma dor prenha de saudade
que o coração invade.
Vazio de momentos...
Emoções ao relento...
O amor se foi,
e neste ingrato agora
fantasias em desvario invento
para escapar da loucura, do tormento
e esquecer a solidão que me devora.
 
Anna Peralva
RJ-2006
 
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20-Ah! Essa solidão
Graça Ribeiro
 
Ah! Essa solidão que no meio da noite
percorre ruas de palavras buscando
o significado de entristecidas metáforas
 
Ah! Essa solidão que se veste de imagens
penetra a alma dos versos e deixa fluir
sentimentos envoltos em miragens
 
Ah!... Essa solidão!
 
Será uma ponte edificada em letras mortas
tentando dar vida à palavra adormecida
em um dicionário vazio de sentidos?
 
Será uma tecla perdida na ilusão
de um tempo dentro da boca
de silêncios plenos de ecos?
 
Será essa solidão fio inseparável
que tece a tessitura do verso
numa costura de segredos?
 
Ah! Essa solidão do canto da alma
retira de ocultas tatuagens
a poesia que desperta os sonhos
 
 
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