191-Poeta Vive Só?...


Por quê?
A solidão existe em todos que vivem
Fora da realidade que são sonhar, imaginar...
Que existe a esperança para um mundo melhor


Falar sobre amor é ser louco
O poeta expressa esse sentimento
Contido em sua alma que dói e é triste
Por isso vive em seu mundo e solitário


Amar seria igual à paixão?
Dor seria igual a tristezas?
Hora que confusão para um só ser
Ser o que poeta... É vida solitária


É sofrer calado a dor da falta do amor.
É dizer e ao mesmo tempo não ser ouvido
Querer mas não ser entendido
Mas mesmo assim criamos o mundo irreal


Mundo esse que vivemos no nosso interior
Fora da realidade do mundo do homem
Que é duro, sem vida e sem fantasia
Mas teimamos em levar vida através da poesia


E enquanto existir o sonho do poeta
Existirá a beleza nas palavras e a esperança
De uma nova vida e caminho a seguir
Assim terá valido a pena viver na solidão


Ivete Tayar
(autora)
28/07/2006
23h50min

 

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192-Presa en mi soledad


vuelan tus recuerdos
atados a mi ansiedad.
De espalda al sol
me aprisiona el dolor...
Se hizo débil tu amor
y la agonía invade mi corazón.
No entendiste mi razón,
y de gris se vistió nuestra unión.
Creí que todo lo tenía
mas el desencuentro
acarició lo nuestro.
En las alas del viento
tatué tu amor
y hoy solo me alumbra
la luz del viejo farol
que llora en silencio tu adiós.


© Noris Roberts

 

português
Presa em minha solidão


voam tuas recordações
atados a minha ansiedade.
De costas ao sol
aprisiona-me a dor...
fez-se débil teu amor
e a agonia invade meu coração.
Não entendeste minha razão,
e de cinza se vestiu nossa união.
Cri que tudo o tinha
mas o desencontro
acariciou o nosso.
Nas asas do vento
tatuei teu amor
e hoje só me alumia
a luz do velho lampião
que chora em silêncio teu adeus


© Noris Roberts

 

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193-SOLIDÃO


Vivo como um cego, procurando a luz mas sem a esperança de encontrá-la.

Estou rodeada de pessoas mas é como se elas não me vissem, sou invisível ...

Tenho quase tudo, mas tenho absolutamente nada ...

Quando me vejo no espelho, não consigo ver vida em mim, meus olhos parecem duas próteses que não refletem nem respondem nada ...

Dentro de mim existe um coração que somente pulsa e nele mora só um sentimento, a tristeza.

No mais escaldante deserto sinto imenso frio, parece que vou congelar ...

Hoje no jardim vi um maravilhoso botão da mais linda rosa vermelha, dizem os românticos que ela simboliza o amor e a paixão, notei que ela carinhosamente sorriu para mim mas não consegui retribuir, então dei as costas à ela ...

Para mim ela estava feia e murcha, ao meu pensar ela traz a morte , que nesse momento espero ansiosamente que minha hora chegue ...  Melhor fechar os olhos e lá de cima ou lá de baixo, assistir a decomposição de alguém , ou melhor de mais um ser , que viver na mais completa solidão  e assistir seu próprio sofrimento que na mais perversa crueldade me corrói aos poucos  ...


23-07-2006.
Ali

 

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194-Solidão...


Sigo-te com imensa ternura,
Paralela, e resignada.
A cobrir o rosto, frágil, e machucada.
Não me podes ter em tua vida.
Deixaste-me  quando ainda primavera.
Grito-te, paixão.
Escrevo teu nome nas areias da praia,
Desespero, limite da minha mão, verão.
Quero que me carregues,
Nos sonhos, não existe tempo.
Ausência, sede, fome, dor...
Sinto-me terra seca,
A esperar os pingos da  chuva,
Como carícias de amor...
Vida sem vida, vida sem emoção.
Agora, apenas o tormento,
Musica ao vento, dor, sofrimento.
Retorno impossível, caminho perdido.
Momentos que jamais voltarão.
Quisera te inflamar com carinho,
Cores brilhantes, minha pele,
Na palma da tua mão.
Tua respiração, batidas do coração.
Dias vividos, decorridos, inverno.
Sofreguidão, absolvição.
Gotas de vida.
Apenas, solidão...


Ana Maria Marya
19/07/2006
Ita/Ba/Brasil

 

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194-Solidão...


Sigo-te com imensa ternura,
Paralela, e resignada.
A cobrir o rosto, frágil, e machucada.
Não me podes ter em tua vida.
Deixaste-me quando ainda primavera.
Grito-te, paixão.
Escrevo teu nome nas areias da praia,
Desespero, limite da minha mão, verão.
Quero que me carregues,
Nos sonhos, não existe tempo.
Ausência, sede, fome, dor...
Sinto-me terra seca,
A esperar os pingos da chuva,
Como carícias de amor...
Vida sem vida, vida sem emoção.
Agora, apenas o tormento,
Musica ao vento, dor, sofrimento.
Retorno impossível, caminho perdido.
Momentos que jamais voltarão.
Quisera te inflamar com carinho,
Cores brilhantes, minha pele,
Na palma da tua mão.
Tua respiração, batidas do coração.
Dias vividos, decorridos, inverno.
Sofreguidão, absolvição.
Gotas de vida.
Apenas, solidão...


Ana Maria Marya
19/07/2006
Ita/Ba/Brasil

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195- Solidão minha companheira fiel
Pepita Benetti

Ah! solidão
minha amiga de tantas horas
tantos momentos
não me deixe só
não me abandone
só nós duas nos conhecemos
só você conhece as minhas vontades

a quanto tempo
andamos juntos
passando por tantos lugares
mas sempre juntas

és minha companheira fiel
és a única que está sempre
ao meu lado
de mãos dadas
a cada passo
em cava curva
em cada arrepio
pela falta de um amor

você minha companheira
que não me deixa
fica sempre juntinha de mim
pelo menos sei
que você me será fiel
em todos as minhas decisões
em todas as minhas dores
seja dia ou noite
ali você estará sempre amparando
minhas lágrimas
sacundinda minhas mágoas

Você por incrível
que seja
quando todo mundo te quer longe
és a única companheira
que não me larga

e quando a teimosia
do meu coração
insistir em me buscar para o mundo
tranque-o e o deixe
continuar livre
para a vida...
assim ele estará liberto
das desilusões
que os momentos poderão lhe proporcionar.

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196-SOLIDÃO
(Paulo Fuentes)


Solidão...
Coisa ruim...
Quase sem solução....
Quando entra sem dó em nosso peito...
Se instalando...
Profundamente em nosso coração.

Solidão...
Sentimento dos mais algozes...
Que machuca sem dó nem piedade...
Causando intensa tristeza...
Acabando com nossos mais lindos sonhos...
Da completa felicidade.

Solidão...
Vê se dá um tempo...
E me abandona...
Saia de meu peito e parta de vez...
Mas levando consigo a certeza...
De que enquanto esteve comigo...
Só mal me fez.

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197-Solidão
Águida Hettwer


Minh´alma arrasta-se lentamente nas letras, vagando nas paredes do coração,
emoção aflora no canto do olhar.
O silêncio fiel companheiro de lutas, aprisionado em doces lembranças.
Tecendo em fios de renda, desvendando fendas obscuras, solidão dói no peito,
Marcas evasivas do amor que ficou tatuado.
Expandir com êxito, cada palavra dita no silêncio do olhar.
Solidão assola, dedilha em cada partícula de memória, sinfonia angelical invade os ares,
perfume impregnado em cada átomo.
Lembranças que restaram, encontro de almas a vagar na imensidão,
perdem a razão diante do amor, o coração erudito suplica a inflamar nos versos.
Após rasgar o rascunho, das noites negras e sombrias sem a tua companhia,
deleita nos braços da aurora.

30.07.2006

 

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198-MEUS MOMENTOS
ENEISA

 

Foram tantos
e todos tão passageiros...
só as lembranças ficaram.
lembranças que fazem  viver.
sem elas minha vida seria um vazio.
saudades...tudo ficou no passado...
agora só recordações dos momentos em que fui feliz..
eu era feliz e nem percebia o tempo passar.
agora que me sinto triste...e só...
sinto que foram momentos que ficaram
para sempre guardados a sete chaves
em meu coração.
só lembranças...saudades...
momentos ah!!! só o que restou.
saudades...

 

Eneisa -- http://www.eneisa.hpg.com.br

 

 

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199 - TRISTE SOLIDÃO

===Edmen===
 


Foi mais um engano,
como tantos outros desenganos sofridos foram.
Ah, Se fosse apenas um sonho!
Um sonho triste,
mas apenas um sonho.
Então ao despertar desta solidão,
as lágrimas enxugadas fossem,
mas que não se transformassem
em tristezas e em sonhos apenas ficassem.
Mas, na realidade de mais um
desengano sofrido, sinto angústia,
pena deste coração tão querido,
pela solidão tão ferido.
Mas assim era previsto.
Eu quem sou o culpado em
tudo no amor dar errado.
Culpa também da solidão que insiste
em morar neste tão
Triste coração.

 

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200-Solidão

( Meninos de Rua)

 

Pobrezinho, nada tinha para me dar.
Eu a suplicar, implorar por bombons...
Só um.
Seria o bastante para sentir-me açucarada
Não tenho - respondia.
E um beijo?
Vai pra casa - também não tenho.
Coitadinho...
Tanto quanto eu.
Não tínhamos nada!
Nem um ao outro.
E fui embora escutar o som da chuva.
Enquanto subia na carroça,
Ele segurou a minha mão
Tínhamos igual esse direito.
O pé na lama;
olhar através dos vidros
Pessoas que existiam de outro mundo.
Sorrir com qualquer coisa sem valor.
Sorrir de nós.

 

MENINOS DE RUA
Verônica Aroucha

 

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