Chamo-me António Castel-Branco, nasci há 46 anos em Benguela, uma linda cidade de Angola, e tive uma infância e adolescência felizes, e passadas entre Angola, Cabo Verde e Portugal. Resido em Sintra, perto de Lisboa, sou casado com uma mulher maravilhosa, Paula, e desde muito novo que adoro ler e escrever.

As minhas tendências sempre foram os números e a Matemática, pelo que me formei em Engenharia Electrotécnica. Tendo enveredado pelo ensino (sou professor do ensino secundário - 7º a 12º anos) exerço há oito anos funções de administração escolar, para as quais me especializei.

Recomecei a escrever poesia há cerca de um ano, divulgando meus escritos na net, impulsionado pela minha mulher.

Poesias de António Castel-Branco

- Caminheiro
- Poesia
- Cinzas da dor
- Ser Poeta
- Infinito

 

 

Caminheiro

António Castel-Branco

Seguindo pela estrada, Caminheiro,

vou recordando os beijos que trocámos,

carícias e promessas que jurámos,

amando-nos na sombra de um pinheiro.

 

Levo na boca a marca dos teus lábios,

no meu nariz teu cheiro não fenece...

gravado na memória permanece

o medo da palavra desse sábio

 

que diz que um coração só, enlouquece.

Hesito... em voltar ou em seguir

caminhos que o destino sempre tece,

 

pois quando essa lembrança se esvanece,

como cacos de jarras a partir,

este amor verdadeiro não se esquece.

 

 

 

Poesia

António Castel-Branco

 

Na vida tudo é poesia,

no Universo tudo é harmonia...

ritmo que dá vida à melodia

criada pela alma que adia

emoções que em versos produzia

sensações e ateava paixões

capazes de incendiar corações.

 

O poeta é um tradutor!

Traduz emoções em palavras,

sentimentos coloca em versos...

usa a métrica e a rima de sua lavra,

usa estrofes, quadras ou sonetos.

 

Traduz o amor e a paixão

e o que sente pela mulher amada...

põe em palavras o coração,

abre sua alma sempre apaixonada.

 

A poesia é emoção,

é amor, é dia sem fim...

é rima da perfeição,

é ritmo da Criação,

da beleza é delfim.

 

E quem a domina é poeta

e da alma trovador,

canta alegria e tristeza

e, sobretudo, o amor.

 

 

 

Cinzas da dor

António Castel-Branco

 

Os cinzas carregados pelo céu

nessas nuvens de dor indo pra norte,

cor deste coração que entristeceu

ao ver fugir o amor, que mala sorte.

 

Molhados os seus olhos, cobre o véu,

essa dor disfarçando, pura morte

de sentidos feridos cor de breu,

ameias trespassadas nesse forte.

 

Atroando por ares neste dia,

em cascata se solta libertado

o sonho. Da esperança a alegria

 

se revela, cortando o estigma odiado,

e em novo amanhecer, em romaria,

o cinza se embranquece, já lavado.

 

 

 

Ser Poeta

António Castel-Branco

 

Sinto como que

Um corcel

Cavalgando em meu peito!

Uma dor lancinante

Que me impede

De respirar!

Ser poeta é só sofrer?

Porque não pode um poeta

Amar sem padecer?

Não é o sofrimento

Um aguçador de emoções?

Deve, porém, a beleza

O poeta enaltecer.

De palavras sentidas

Deve o poeta tecer

Intrincadas teias

Para os corações amolecer…

Com sua sensibilidade

Não vai descrever

As diversas situações

Mas procurar envolver…

Um poeta a vida

Leva a cantar…

Passa a sofrer…

Sempre a conjugar

O verbo amar!

Faz rir e chorar,

Corar, recordar,

E também, amiúde,

Abraçar e beijar.

 

 

 

Infinito

António Castel-Branco

 

Minhas angústias jazem, retorcidas,

prostradas na certeza inexorável

revelada em instante inolvidável

de um tempo de memórias já vividas.

 

Memórias pelo tempo desvalidas,

vestígios de lembrança formidável

povoada por um sonho interminável

mantendo acesa a chama desta vida.

 

A vida cuja chama se ilumina

com o brilho duma alma apaixonada

submersa por paixão que me domina

 

Energia que impulsiona um meteorito

apanhado nos raios da alvorada

a perseguir o tempo e o infinito.

 

 

 

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Publicado: 06.04.2006  Última atualização:  21.06.2006

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