Meu nome:Maria Apparecida Seefelder,mas para os amigos, somente Ciducha

Sou viúva, moro em São Paulo, sou rata de biblioteca , amo a Net e meus amigos virtuais e reais.

Morei grande parte da minha vida,em Santos aonde tive meus 5 filhos.

Minha grande tristeza:ter perdido meu filhote mais velho,há quase 2 anos.....mas amo a vida, e acima de tudo,o amor!

 Poesias de Ciducha

- Marcas do tempo!
- Os Poetas não Morrem...!
- Querido!
- Olhos!!!
- Cartas

 

 

Ciducha

 

 

Estão aí....tão nítidas,

que aprendi a respeitar!

Guardo as marcas do ter,

do não ser....

Sou credora do tempo

que sempre me falta,

um pouco mais.......

Estou inadimplente

com a felicidade

que tenho...

Ainda assim,quero em mim

o que sou e sei.

É fácil apagar as pegadas;

o difícil,

é caminhar sem pisar o chão!

Quero o calmo,

o doce,

o sempre.

Mas resta-me o nunca ,

permanente.....

O único inconveniente,

é que morrer

se faz aos poucos,

lentamente.....

São as marcas do tempo!!

 

12/14/2006

Os Poetas não Morrem...!
Ciducha

Como matar o poeta
que vive em mim?
Poeto ,sim....!
Toda a minha alegria e até alguma dor!
Num poetar sem fim,
Para mostrar a todos,
em letras,
minha poesia.

Como matar o poeta que vive em mim?
Não me importa o mundo,
nada importa toda a gente,
não é para elas que escrevo,
que nada sabem sobre as minhas dores,
num jeito próprio de chorar.....
Rir às vezes,
por que não?
Jeito de não ser tão só,
fantasia de poder,
ao menos,
voltar a amar!

27/04/2006

 

 

 
Querido,dá-me agora
um novo credo,
um novo alento,
nesse meu momento!
Querido, dá-me agora
essa esperança tanta
que brilha
no fundo do teu olhar!
Dá-me os sentidos
que adornam  os teus dias,
essa força tanta,
no rumo do teu andar...
Dá-me agora,querido,
um sentido novo.........
Tira-me desta angústia,
pra que eu te possa
navegar!
 
 
CIDUCHA
01/05/2006
 

 

 

 

Olhos!!!
Ciducha
 
Os seus olhos, fiscais do meu dia a dia...
espiões dos meus sentimentos.
Vigias inabaláveis de todos os meus gestos,
sentinelas dos meus pensares.
Cá estão...
Verdes, azuis, castanhos, cinzas....
Lindos,
grandes,
calados,
insinuantes!
Os seus olhos perseguidores,
Acusadores,
complacentes.
Bússolas que indicam,
apontam,
sugerem.
Os seus olhos,
janelas que se abrem,
se fecham.
Correntes que prendem,
sufocam.
Os seus olhos
que confessam sem nada dizer.
Espelhos d’ alma que não falam,
Mas dizem, riem, choram.
Esperam estatelados.
Portos de esperança!
Ciducha
 
25.07.2005
 
 

 

Cartas
Ciducha
                  
 
São os silêncios das casas, das salas,
dos quartos noturnos,
dos murmúrios ouvidos
só pelos próprios ouvidos,
a desejar o outro que não é ouvido!
 
Esse confessar-se assim, sem contestação...
Do abrir o coração, sem ouvir reparos,
Olhares, quem sabe, de desaprovação,.
numa fala corrente, ligeira, sem olhares de viés...
Ah...escrever...dizer o que se sente...
Amar....volatizar-se assim....
Dar pareceres, emitir opiniões, discutir,
Esbravejar, e ouvir novamente, só os silêncios
Das casas, das salas e dos quartos noturnos!....
Ciducha
28.07.2005

 
 
 

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Publicado: 06.04.2006  Última atualização:  12.06.2006

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