Maria das Graças Ribeiro de Azevedo - GRAÇA RIBEIRO -

Natural de Belo Horizonte- Minas Gerais - Brasil.
Atualmente moro no interior de Minas, na cidade
de Varginha.
Sou do signo de peixes.
Casada, mãe, amante da Natureza e da Vida.
 
Adoro Literatura e a poesia me dá asas para voar.
 
Bacharel em Letras, com Licenciatura Plena em Português
e Inglês e pós-graduada em Literaturas Brasileira e Portuguesa.

Profissional das áreas de Educação e Comunicação Social.

Poesias de Graça Ribeiro:

- Eterno Retorno
- A ponte
- Milagre do amor
- Aquela mulher
- A eternidade do agora
- Isto é tudo

 

 

Eterno Retorno

Graça Ribeiro 


No caminhar do tempo
Percebemos o ritmo da vida
e nos assustamos com o relógio da existência...

Viajantes no tempo de nós mesmos,
paramos nas estações
procurando compreender
o que perdemos pelo caminho...

Deixamos para trás a pretensão de saber tudo,
afinal, o conhecimento é infinito...

Deixamos para trás a ilusão de mudar o outro
afinal, só através da convivência é possível crescer...

Deixamos para trás a tristeza
do que não conseguimos ser
afinal, a vida é um eterno retorno.
Há tempo para tudo...

No tempo de hoje é necessário entender
que as lutas são instrumentos de Deus
para nosso crescimento

Que para crescer é preciso
aprender a ser pequeno
pequeno no orgulho, na vaidade,
no egoísmo do Ser
e ser grande no amor ao próximo,
na arte de conviver...

A cada dia é preciso nascer de novo
prestar atenção no Ser que somos
libertar as amarras que o tempo fez

Renascer


A ponte

Graça Ribeiro

Quando alguém passou pela ponte
usou as palavras como amálgama
para reconstruir os sonhos

A ponte uniu silêncios
e a solidão sorriu
no universo da poesia

Durou o tempo de um poema

Quando alguém atravessou o verso
partiu-se o sonho em dois pontos
e o verso ficou de pé quebrado.

O poeta uniu os vôos
e a ponte se fez estrela
 

Milagre do amor

Graça Ribeiro


Na memória de um tempo azul
dentro de um templo de anjos
construíamos fios de sonhos

Apenas a presença do amor
esculpia beijos de eternidade
dentro dos sussurros do silêncio

A vida fluía como água de rio
na claridade do cotidiano
onde não havia espaço vazio

Havia "sementes de estrelas"
entrelace de dedos e agulhas
tecendo vida em meus cabelos

Havia o gozo, o desejo de plenitude
naquela hora em que o céu fomos nós
na ternura de um amor sem ponteiros

 

Aquela mulher

Graça Ribeiro


Aquela mulher amou aquele homem
com desejos de êxtase e suavidade
abraçada a um sonho de plenitude

Aquela mulher amou aquele homem
tão loucamente, tão apaixonadamente
que se perdeu dentro do próprio amor

Aquela mulher amou demais aquele homem
amou com intensos desejos de beijos na boca
e a leveza de uma criança querendo colo

Aquela mulher amou mais do que podia amar
e deixou-se levar pelos sonhos impossíveis
em infinitos vazios dentro das palavras

Aquele homem amou muito aquela mulher
amou de um jeito marinheiro e sem raízes
Deixou marcas de saudade em sua pele

Aquele homem não amou tudo que podia
vivia em um porto muito além da poesia
em um tempo onde apenas ele existia

aquela mulher amou aquele homem
aquele homem amou aquela mulher
cada um com o seu jeito de amar

Aquela mulher observa o vento
o outono entra pela janela
e a solidão morde a sua boca

aquele homem... por onde andará?



A eternidade do agora

Graça Ribeiro


Se o tempo é tão breve quando amamos
Que tempo do amor é esse?

Registra o relógio a languidez das horas
quando abraçamos o gozo de um instante
se morremos na eternidade de um segundo?

Mas se o tempo do amor parece tão breve
se a vida parece tão curta
como prolongar a sua intensidade?

O que fazer para que seja para sempre
um tempo que passa tão rápido
dentro de um eterno agora?

Existem palavras capazes de descrever
a emoção, o toque, a carícia prolongada,
a duração do amor quando deságua sentidos?

Existem fórmulas para dilatar
o tempo do prazer de quem ama
além do eixo, fora da cama?

Amor ama também com o olhar
vê na retina o desejo , a fantasia
embriaga-se de tanto sonhar

Amor ama também no silêncio
Confessado no sorriso disfarçado
morde a língua entre os dentes

Amor também devora estrela
Come metáforas, anseia alegorias
Despe-se diante da ternura do beijo

Amor ama melhor quando voa livre
sabendo-se inteiro para viver a dois
desnuda-se diante do vôo

Ah! No amor "nada conta"... ele se encontra
na dimensão das emoções compartilhadas
"nem toma... nem troca" o amor é. Tudo.

Tudo. Para sempre. Neste breve tempo
onde a vida exige o amor agora.

 

Isto é tudo

Graça Ribeiro


Sei que a vida não brinca de ser
Perdida em pensamentos
procuro entender o que faço aqui

O que representa este sentimento que dói
como escamas adormecidas
dentro de um barco sem remos

O que representa esta tristeza sem sentido
em uma pergunta sem resposta
afinal... o que estou fazendo aqui?

Que missão é essa de ser feliz entre sombras
de ser adulta com alma de criança
de ser coerente num mundo de espantos?

O que faço aqui...Brincando com as letras
buscando um sentido em frases desconexas
soltas no significado das palavras?

O que faço aqui neste espaço vazio
onde o vácuo apenas limita o vôo
e a luz penetra as estrelas?

O que faço aqui neste mundo de ilusões
tecendo caminhos com fios de lua
na estrada onde uivam os lobos?

O que faço aqui... se nem sei o que faço
para amar mais do que amo
viver mais do vivo
sentir mais do que sinto
e ser mais do que sou...

Passeio pela galáxia dos sonhos
e dentro dele há uma resposta
estou aqui...isto é Tudo.

 

 

 

 

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Publicado: 06.04.2006  Última atualização:  01.08.2006

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