Somente as lágrima que impiedosamente queimavam
minha face... mas nenhum som alguém ouviu...
Só a ti minha dor foi revelada, exposta... transparente.
Foram momentos de confusão, as vezes tinha a
nítida sensação que era um pesadelo... mas a realidade
é muito mais cruel e rápida, são punhais te dilacerando,
pior ainda, a alma inquieta querendo sair do corpo,
partir, ir ao seu encontro...
E até o último momento não ousei quebrar meu silêncio,
me poupar... te poupar... não sei...
Um grande amor tão cedo interrompido pela senhora
dona morte, perversa! nenhum sinal, veio do nada,
sorrateira sem um ruído sequer... simplesmente o levou,
tomou, arrebatou sua vida sem nenhuma explicação...
Impossível descrever a dor que se sente quando a morte
rouba a vida de alguém muito amada...
Ela, a dona morte bate a sua porta a qualquer momento
da sua vida e ainda te faz sentir uma pedra bruta, sem
brilho longe ainda da lapidação, e você não escapa
das sombras, da escuridão que mergulha e os piores
sentimentos de revolta afloram no teu coração...
Mesmo assim, não ousei quebrar meu silêncio,
me poupar... te poupar... não sei...
Hoje não foi um bom dia, a noite será de vigília...
Meus pensamentos chegarão até você com todo o amor
do meu coração, mas não ousarei quebrar meu silêncio,
me poupar... te poupar... não sei...


* * * * *

Naidaterra
18/02/2006



 

 



 






Publicado: 06.04.2006 
Última atualização: 13.11.2006