Meu nome Sérgio Bettoni, 37 anos, comerciante,
não sendo poeta, apenas encaminho meus pensamentos e os ensinamentos da vida.

Poesias de Princips:
 

- O Julgo de um Anjo!!!

- Lacre

- Fogo no Mar

- Reinicio

- Relutar

 

O Julgo de um Anjo!!!

Princips

 

E eis que adentra a escuridão latente...

Brancas vestes de asas envolventes ...

Perfume de linda alma transparente...

Um anjo celeste sozinho de repente!!!

 

Depara-se com aquele ser tão triste,...

Que martírio de dor que ali existe!!!

Nas trevas de sofrimento não desiste,...

Ouve o tal lamento que ao amor assiste.

 

“Vês? sou agora este espírito dormente!  

Sei que fiz sofrer demais os inocentes!

Devo aqui ficar entre este fogo ardente!....

Sei que é difícil essa cena deprimente!!!

Que fazes aqui sem anjos assistentes?...

O mal polui o pensamento destes dementes...

Vá-te daqui! meu grande Amor... meu Presente...

Não te mereço as santas lágrimas quentes...

Sou o que me fiz entres estas pedras somente...

Vou aqui ficar, sem lume, sozinho,

meu anjo reluzente“!

 

“Sim...

 

Sou teu anjo ... espírito fraco e sofrido....

De muito longe segui teus gritos, os teus gemidos

Sofres por teus atos, por meu amor ter esquecido...

Mas aqui estou...levo-te daqui...sei...vou ser punido!”

 

Encarregou-se dali retirar o pobre negligente...

Encaminhou às florestas da cura seu pedaço de gente...

Voltou-se assustado, calado, aos céus paciente, 

Deparou-se...de pronto ... Um ministro eminente!

 

“Que fizeste tu , oh Anjo! queres o rumo cadente?...

Por que soltaste o espírito a tal figura-serpente?...

Nos, os ministros, a condenamos eternamente!  

Como foste, Anjo Cristal...Tú... tão displicente?”

 

“De que meus atos são fruto?...

De meu coração dolorido ...

Não esqueci das sentenças...

daquele pra mim colorido ...

Que clemente seria, se vida, a mim, perdesse o sentido? ...

Falaste-me com razão, sei da verdade, não tenho pedido ...

Fazes o que a ordem te impõe...

sou por demais envolvido” ...

 

Entre outros, quase cem, dos espíritos radiosos, filhos daquele Amor,

Eis que surge em guardiões, aquela voz de cetim o espírito do Mentor:

“Certamente que Arcanjo esculpiu este ser...

ouço sua oração e a sina de sua dor

Sabes meu pequeno...falou-me teu coração,

quero ser de ti escudo Protetor!”

 

E naquele mesmo instante...de um sol radiante...com imenso esplendor...

Surge o Pai dos Anjos ...em tons de azul e amarelo, com toda a cor...

“Que julgo é este de meu anjo,

acaso não sou eu o mensageiro do criador?”

Os Ministros reverentes ouviram solenemente as palavras do libertador...

 

“Tua alma caridosa já me destes em alegrias...

Já sofreste naquela terra, na estrada, nas searas ...

Recebo teu desejo, lembre-se daqueles dias....

...A ti concedo auxílio de seres de almas claras....

Teu amor te fez as asas...

retirei marcas humanas...

Mas, Teu coração chora, as lágrimas das tormentas...

Tua pureza e fé será arrimo,

devolvo-te vida mundana ...

Tu sairás vencedor, pois, contudo não te lamentas....

 

Vá!!!... Leve contigo minhas bênçãos, ...

encontre o ser amado, ...que ousaste libertar....

Lembre-se sempre da minha canção ...

de lá virá seu brado ...e, Eu vou te abençoar...

Vencerás novamente esta terra impertinente!!!

Pois...

Eu sou o sol nascente, sou o fruto e a semente...

Sou a fé permanente...socorro dos remanescentes,

O raio do onipotente, Sou a cor existente...

Sou o Amor que sentes...Sou o pão dessa gente...

Vá, meu cristalzinho, de olhos puros e carentes!!!”

 

Dedico esta linhas a vc meu querido Paulo Nunes Jr.”

PRINCIPS

Dez 2005

 

 

 

 

Lacre
Princips
 
Por quem me tomas mulher de ímpeto milenar e lacrimal,
para que te deténs ao meu encontro ao meu lacre secreto,
Por quantas capas e mantos passam os súditos à proteção real?
Acaso sou para ti o amanhecer em afeto as noites de desafeto!?
 
Quantos são os espelhos combatentes à fúria do mal?
Qual a tênue camada que te conduz por completo?
Só o Amor quem retira o meu véu espesso e trivial!
Pois bem, felina voraz, não desejo ser indiscreto!
 
Sou a voz firme e fria em deleite da escuridão,
Sou o conteúdo das verdades limiares,
Sou o profeta aos que descaminham amargurados,
Sou a paróquia em que se rasteja a sina retumbante,
Sou o domínio dos brilhos opacos de Jades,
Sou o fluxo de controle das carnes correntes,
Sou a visão que sentinelas guardam para legado dos sofredores,
Sou o período e ciclo para vivendas de regeneração,
Sou o archote empunhado e deliberado de  Diógenes
Sou servo Dele! E em analogia a ele digo vos:
Não retires de mim o que não podes me dar
Nem o "sol" nem o Amor!
Pois que antes te detenho e a mim esta confiada!
 
Não sou o "Eu sou mais Eu" dos césares!
Nem sou o "Sou quem Sou" do Amor!
Mas Sou o que te digo!!!

Princips
12/01/06 

 

 


Fogo no Mar
 
 
Calor Feudal.
Dia insuportável,
Qualquer lugar,
Cansa imaginável.
 
Um suco no Quiosque...Fugindo em paragens,
Sem lugar...Na beira ou na aragem.
Transeuntes passantes...Cansaço esgotante,
Pilhagem estonteante...Em roupas insinuantes.
 
Fecha o tempo...Abrem-se as cortinas...
Do infinito escorre...Ígneas serpentinas.
Ah!...Que te clamei...Por ti chamei...
Vem agora sem demora...
 venha como outrora!...
 
Ensurdecem-se os pigmeus
Amedrontam-se os fariseus
Escondem-se os ateus...
Rompe um sinal de Deus!...
 
Varre estes miasmas declinantes!...
esta febre de seres ultrajantes...
O estado torpe de coisa servil,
Lave as almas em puro anil!...
 
Em torrentes desaba-te...
Carregue das mãos de Tempar
Até que a terra sorva este abrasar  
O néctar de Trovão...Clamo-te!...
 
O mar de oceano e fonte ultrajada,
Unem-se forças de vínculos primitivos,
Levanta-se ao ar...
Beija Trovão e Tempar...
num segundo físico-químico instintivo...
 
É Fogo no Mar!!!...
de alma pura lavada...
É Fogo no Mar!!! 
Da vida renovada...
 
Princips
25/01/06

 

Reinicio
Princips
 
Fugaz o apogeu de tétricos tormentos
Vistosa cor exalada em puro mangue
Guerreira flor incansável da nova aurora
Sobrepuja a glória marte no firmamento
 
Honroso o brado vivo em novos ventos
Que do charco redime em puro sangue
Destila o mel que nutre o mundo afora
Seiva borbulhante da vida ao mar sedento
 
Cio da esperança em frente altaneiro
Brandir de cajado à estrelas de lunetas
Frutal de amor que colhe pão à vinhetas
 
Renasce a vida em jardins do craveiro
Cores perfumadas das pedras silhuetas
No cravo vermelho o beijo da borboleta

15/02/06

AUTOR: PRINCIPS

 

Relutar


Retira-te das dores tantas delas profanas
Rebela-te definitivo em concreto análogo
Renuncias as nossas cores, em cinza ufanas...
Renegas as luas felizes em aroma d'enólogo
Ah você meu amigo...
Sacramenta em meu peito mais um tijolo
Carga infeliz também a sina de tua vida,
Compartilhamos até mesmo os dias de tolo
Corremos distantes pra lutas perdidas!?...
Ah você...
De agora, reprimo-te de meus pensamentos
Penso, de tudo não serias deste destino
Não te fui capaz de transmitir-lhe alimento
Ai!
Dizem que rezar alivia-te o desatino
Faltam-me forças de selar-te entendimento
Dei-me tempo, acho tudo tão cretino...


(O preto luto lacrou-me o seco tinto...
Quebro assim, por ti, o "Lacre" retinto!)

Princips
03/03/06

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Publicado: 06.04.2006  Última atualização:  04.06.2006

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