Poesias de Theka Angel:

- ÁLBUM DE MOMENTOS
- EM ALGUM MOMENTO...
- CANTIGA DE UM CORAÇÃO
- NESTE MOMENTO
- CONFETES!

 
 
Theca Angel
 
Estava anoitecendo!
A vizinhança da noite trouxe-me lembranças...
Dei rédeas soltas às recordações,
para com elas compor
meu álbum de ilusões!
Deixei que cada página fosse montada,
conforme a brisa soprando,
 as conduzisse...
As lembranças foram tantas
que amontoaram-se,
revi meus marcados momentos mais felizes!
Não chorei.
 As lágrimas certamente,
borrariam as imagens...
E eu as queria límpidas, vibrantes,
emolduradas por diferentes retângulos,
de invisíveis porta-retratos!
Em meu álbum não deixei ficar
os sonhos que ainda tenho de amar...
Esses eu os quero em meus pensamentos,
a me recordar que ainda estou viva
e posso vivê-los a qualquer momento,
Basta que me seja permitido
à estes preciosos sonhos,tornar reais,
e que o amor que sinto dentro de meu peito,
com o passar do tempo se torne
um retrato a mais!
 
 
 
Theca Angel
 
Não se justifica este momento
senão por desígnios impostos pelo destino...
Vivemos tantas experiências, vencemos o tempo
preparando-nos para o reencontro!
Vidas vividas, páginas perdidas...
Na lembrança, apenas tênues imagens esmaecidas.
Mas estava escrito, já nos pertencíamos!
Por mais que caminhos tortuosos nos distanciassem
terminavam sempre reaproximando-nos,
e em uma encruzilhada,
 num encontro entre idílicas rimas,
nos tocamos!
Explicações, para que, se a verdade está contida
nos traços de nossas almas,
 nas marcas cinzeladas por mãos divinas,
em outras vidas!
 Na ampulheta de nossos tempos, areia escorrendo,
o sentimento supremo, renasce,
 tornando-se cada vez mais forte!
Fruto proibido em instante perdido no esquecimento,
persiste, ultrapassa a barreira da eternidade,
e vai amadurecendo, fortalecendo raízes...
 Tanto teimamos em transformá-lo
em somente um interstício,
e terminamos tombando...
Vencidos!
Na luz que nos guia
há uma profunda oferenda manifesta
e o sentimento que faz-se elo em nossos peitos. 
 A nós, personagens deste amor em versos,
resta somente
escrever a página derradeira,
e completando o enredo,
aceitar o desafio!
 

 
 
 
Theca Angel
 
 
A rua está deserta!
Ninguém traçando trôpegos passos,
ninguém chorando  ao poste abraçado...
Nenhum bêbado contando sua triste sorte!
Mas há um som que vem de longe,
lá de onde a rua se perde, nas brumas da noite...
Noite deserta para o dono da voz que tenta
 trazer de volta o amor no silêncio que quebra...
Canta a sua canção triste na esperança
de que expandindo-se pelo espaço, envolva
em seus lamentos de amor e traga
 de volta a musa de seus pranto triste
Há tanta dor que transpassa a alma,
em cada palavra que ouço...
Quem cantará a canção de amor
que se espalha mesclada ao orvalho?
 
 
 
Theca Angel
 
 
Leio teus versos, ergo minha  taça...
E entre silenciosas lágrimas, preencho-a
dos sonhos perdidos, das ilusões geradas
das imagens nas trilhas do luar revividas!
 
Deixo que o cd continue a evocar
as canções que enlaçavam nosso madrugar
trago de volta à mente todas as crenças,
recuso-me  a exorcizar todas as lembranças.
 
Substitui a raiva pela dor e a mágoa,
a descrença pela desilusão insensata...
A beleza do sentimento pelo vazio!
 
Brindo contigo, mas não rompo a taça.
Ela me lembrará que a fé depositada
Nada mais é que trama do cruel destino! 
 
 
 
Theca Angel
 
Das cartas e bilhetes teus
Fiz confetes e atirei ao ar
Não eram coloridos como os de Carnaval
mas me senti feliz
mesmo tendo que todo o chão limpar depois!
 
Das fotos que estavam no grande postal
retirei delicadamente os ímans...
Colei-as umas às outras e construí
um painel em forma de mosaico.
Quem passar pela avenida verá
que há fotos de várias poses tuas
nos dois lados.
 
Peguei o aspirador de pó, potente,
e com ele, fiz a maravilha da mente.
Primeiro, escancarei portas abri venezianas
Joguei baldes de água pelas janelas
e com sabão em quantidade suficiente
Limpei todas as manchas, mesmo as mais resistentes.
 
Com o baú das lembranças
armei a alegria das crianças da vizinhança,
em uma grande fogueira.
Á medida que a madeira estalava
diminuia o peso
que eu carregara por tanto tempo.
 
Meus olhos ficaram vermelhos, brilhantes
algumas lágrimas rolaram
mas não foi por amargura ou desencanto.
Me senti leve, vibrante com as estrelas
vermelhas crepitantes
que como fogos de artifício, luziam, 
ofuscando até mesmo a Lua
que teimosa queria quebrar o encanto do momento!
 
Juntei os trapos das saudade
Esses foram os mais difíceis de manter amarrados...
mas consegui, e dei-lhes um bonito e forte laço!
  Depois, joguei tudo no riacho.
Boiando por algum tempo, aos poucos
foi se encharcando e com o próprio peso,
sucumbiu e foi ao fundo!
 
Agora estou delimitando minha entrada
quero-a com flores, as mais variadas.
Flores do campo são adequadas
pela cor e simplicidade...
Violetas nas janelas... margaridas
rosas perfumadas espalhadas,
jasmins, samambaias
 
 
No pomar quero profusão de árvores
Com frutas  que atraiam os pássaros madrugadores
Estou tentando descobrir novos sabores
até mesmo nas frutas que mais conheço...
Ah! ia esquecendo...
Não vou sequer colocar cortinas, tapetes,
só uma rede gostosa no avarndado 
que o sol entre mesmo sem ser convidado
e encontre meu coração todo enfeitado!

 

 
 

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Publicado: 06.04.2006  Última atualização:  18.09.2006

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